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Bolsa e dólar operam voláteis refletindo o Copom e o tombo no setor de tecnologia

Por Fast Trade
03 fevereiro 2022 - 13:19 | Atualizado em 03 fevereiro 2022 - 14:34

A Bolsa brasileira opera volátil nesta quinta-feira (03), oscilando entre perdas e ganhos, sob a pressão das ações do setor de tecnologia. No início das negociações, o índice geral chegou a esboçar um movimento de alta, mas o mau humor internacional prevaleceu sobre os ativos locais.

Nos EUA, os mercados refletiam o colapso das ações da Meta – dona do Facebook, Whatsapp e Instagram – que recuavam mais de 20%. Isto porque, a empresa divulgou resultados mais fracos no quarto trimestre, com queda no lucro líquido bem acima do esperado.

Adicionalmente, a companhia revelou que as receitas devem crescer menos este ano, porque houve uma queda na demanda pelos serviços mais lucrativos. Este fato influenciou a performance das das big techs americanas e se alastrou pelo setor também aqui no Brasil.

Em contrapartida, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reverberou de forma positiva entre os investidores. Na decisão divulgada ontem, os dirigentes decidiram elevar a taxa Selic em 1,5%, para o patamar de dois dígitos – 10,75% ao ano – pela primeira vez desde 2017.

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Embora o aumento esteja em linha com o previsto pelos economistas, a instituição causou surpresa ao afirmar que será mais apropriado reduzir o ritmo de ajuste nos juros a partir da próxima reunião.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: CVC (CVCB3), Yduqs (YDUQ3), Americanas (AMER3), Ultrapar (UGPA3) e Ecorodovias (ECOR3).

Maiores quedas do índice geral: Banco Inter (BIDI11), Locaweb (LWSA3), Marfrig (MRFG3), Positivo (POSI3), Cielo (CIEL3).

Às 13h18 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,02% aos 111.907 pontos, registrando um volume financeiro de R$8,291 bilhões.

Dólar opera positivo, mas juros declinam de olho no Copom

O dólar comercial subia 0,15% contra o real, na cotação de R$ 5,2830 na venda, com o mercado de câmbio se ajustando à decisão do Copom. Nesse sentido, o aumento na taxa de juros já era esperado, tendo em vista o salto nos níveis de inflação em todos os setores.

No entanto, o BC informou que pretende reduzir o ritmo de altas, mas deixou em aberto a data para encerrar o ciclo de aperto monetário. O mercado deve continuar monitorando possíveis direcionamentos da instituição, tendo em vista que o atual patamar da Selic ainda não é suficiente para trazer a inflação ao centro da meta de 3,25%.

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Mesmo assim, o comunicado deixou claro que os efeitos das diretrizes devem se manifestar desacelerando os preços em um horizonte relevante, não completamente delimitado. Por fim, os juros futuros registravam queda em todos os vértices, reagindo à queima de prêmio de risco desencadeada pelo aumento da atratividade do real.

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