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Bolsa e dólar operam em queda com situação na Ucrânia e IPCA-15 no radar

Por Fast Trade
23 fevereiro 2022 - 14:02 | Atualizado em 23 fevereiro 2022 - 15:21
Bolsonaro
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira virou para queda nesta quarta-feira (23), depois de oscilar na abertura, com a situação na Ucrânia contaminando as perspectivas. Além disso, ficou no radar a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que subiu 0,99% em fevereiro, superando as previsões.

Segundo o economista da Rio Bravo, Luca Mercadante, a surpresa negativa causada pelas variações de alta em quase todos os grupos do índice reforçou a leitura de que as pressões inflacionárias podem durar mais tempo.

Em outro front, os investidores monitoravam as notícias do cenário externo, sobretudo, após a Rússia enviar soldados às duas regiões separatistas da Ucrânia. Em resposta, os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia anunciaram a imposição de sanções a Moscou.

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Nesse sentido, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que está aberto ao diálogo e ao fortalecimento da diplomacia, contudo, não irá comprometer a segurança do seu país nem declinar de sua soberania.

Ao mesmo tempo, o governo da Ucrânia declarou estado de emergência e relatou que os sites estatais estão sofrendo diversos ataques cibernéticos. Kiev também solicitou que os seus cidadãos que estão em território russo saiam do país e acusou Moscou de promover todas as instabilidades.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Eletrobras (ELET6), PetroRio (PRIO3), Eletrobras (ELET3), Copel (CPLE6) e Locaweb (LWSA3).

Maiores quedas do índice geral: 3R Petroleum (RRRP3), Banco Inter (BIDI11), Suzano (SUZB3), Localiza (RENT3), Raia Drogasil (RADL3).

Às 14h01 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,42% aos 112.420 pontos, registrando um volume financeiro de R$11,988 bilhões.

Dólar dá sequência ao rali de baixa com foco no ingresso de recursos

O dólar comercial caía 0,59% contra o real, na cotação de R$ 5,0180 na venda, apoiado pelo ingresso de recursos no câmbio local. Apesar de o ambiente internacional se mostrar mais avesso ao risco, a divisa americana oscilava próxima à fronteira psicológica de R$ 5, sinalizando que pode alcançar faixas menores.

Por isso, a moeda brasileira registrava o melhor desempenho dentre os seus pares emergentes, ganhando força no momento de grande atratividade pelo diferencial de juros.

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Outro aspecto citado pelos especialistas era o repatriamento de investimentos locais que estavam no exterior e agora ajudam o real a devolver parte da depreciação acumulada nos últimos meses. Em 2022, a divisa do Brasil contabiliza valorização de 10%, o que, certamente, a coloca em uma posição de elevada rentabilidade.

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