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Bolsa e dólar operam em baixa com pressão negativa do exterior e das blue chips

Por Fast Trade
18 fevereiro 2022 - 13:57 | Atualizado em 18 fevereiro 2022 - 15:23
futuros americanos
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira opera em baixa nesta sexta-feira (18), cedendo à pressão negativa do exterior e de grande parte das blue chips. Monitorando as instabilidades na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, os investidores reduziam a exposição à renda variável, em sinal de cautela antes do final de semana.

Mesmo com as notícias positivas no front diplomático, os mercados internacionais mantinham um viés de queda. No radar, repercutia a informação de que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, participarão de uma reunião na próxima semana.

Por sua vez, Blinken afirmou que pode conseguir um encontro com as principais lideranças mundiais, visando articular uma alternativa viável para a situação no leste europeu.

Contudo, novos embates entre as forças militares do governo ucraniano e os rebeldes pró-Rússia deixaram a comunidade europeia em estado de alerta. A Casa Branca acredita que esta situação configura um “pretexto” para Moscou invadir o território do país vizinho.

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Enquanto isso, no Brasil, o pregão era de intensa volatilidade na B3, devido ao vencimento de opções sobre ações. Desse modo, a temporada de resultados corporativos também influenciava, porém, a nível individual, com os analistas avaliando os números do quarto trimestre.

Divulgaram os balanços as seguintes companhias: Rumo (RAIL3), 3Tentos (TTEN3), Taesa (TAEE11), Neoenergia (NEOE3), Aeris (AERI3), BMG (BMGB4), BR Properties (BRPR3), Vamos (VAMO3).

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Cielo (CIEL3), MRV (MRVE3), EDP Brasil (ENBR3), B3 (B3SA3) e Banco do Brasil (BBAS3).

Maiores quedas do índice geral: Rumo (RAIL3), Cosan (CSAN3), Natura (NTCO3), Petz (PETZ3), Locaweb (LWSA3).

Às 13h56 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,34% aos 113.142 pontos, registrando um volume financeiro de R$8,829 bilhões.

Dólar tem pregão de queda com entrada de fluxo

O dólar comercial caía 0,83% contra o real, na cotação de R$ 5,1220 na venda, reagindo à entrada de fluxo de recursos no câmbio. Apesar do clima de aversão ao risco lá fora, os investidores continuam apostando na valorização da moeda brasileira, elevando suas posições contra a divisa americana.

Isto porque, o diferencial de juros entre o Brasil e o exterior é muito relevante e oferece uma oportunidade única de ganhos, sobretudo, neste momento de queda no petróleo.

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Por fim, os juros futuros seguiam a mesma tendência do câmbio e registravam queima de prêmio ao longo da curva, com os vértices de curto prazo operando próximos à estabilidade. Essa trajetória é semelhante ao visto nos rendimentos das Treasuries, que também registravam baixa.

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