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Bolsa e dólar iniciam a semana em queda refletindo a aversão ao risco no exterior

Por Fast Trade
31 janeiro 2022 - 13:18 | Atualizado em 31 janeiro 2022 - 15:07
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira iniciou a semana em queda, refletindo o clima de aversão ao risco no exterior frente ao tom mais rígido do Federal Reserve. Os investidores internacionais continuam avaliando o avanço da inflação e as consequências da mudança da política monetária nos EUA.

Além disso, as companhias ligadas às commodities metálicas faziam uma sessão de forte correção, acompanhando o declínio nos preços dos contratos futuros do minério de ferro. A China reduziu as compras neste pregão, se antecipando ao feriado do Ano Novo Lunar, que começa amanhã.

No Brasil, o mercado repercutia as projeções do Boletim Focus, que vieram ligeiramente mais negativas. Pela terceira semana consecutiva, os economistas revisaram para cima as estimativas de inflação para 2022, prevendo que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará em 5,38%.

Ao mesmo tempo, para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a expectativa é de crescimento em 0,30%, contra 0,29% na semana passada.

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Outro fator de peso era a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que se iniciará amanhã e se encerrará na quarta-feira (02), com a nova diretriz de juros. Nesse sentido, os analistas da XP acreditam que a instituição elevará a Selic em 1,5%, conforme as sinalizações anteriores.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Totvs (TOTS3), Natura (NTCO3), Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e Locaweb (LWSA3).

Maiores quedas do índice geral: BRF (BRFS3), JBS (JBSS3), Santander (SANB11), Braskem (BRKM5), CSN Mineração (CMIN3).

Às 13h17 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,25% aos 111.626 pontos, registrando um volume financeiro de R$8,238 bilhões.

Dólar tem expressiva queda com foco na inflação

O dólar comercial caía 1,91% contra o real, na cotação de R$ 5,2890 na venda, com foco nas perspectivas de inflação. De acordo com o Focus, o IPCA deve ficar acima da meta do BC, saltando de 5,15% na última previsão, para 5,38% até o final do ano.

Da mesma forma, a Selic deve se manter nos maiores níveis, chegando a 11,75%, segundo indicou a mediana dos especialistas. Isto porque, o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação, mostrou que a dinâmica nos preços continua preocupante.

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Em adição, as incertezas quanto ao quadro fiscal em um ano de eleições também serviam como um agravante à situação do país. Desse modo, frente a um cenário mais adverso no exterior, é possível que o BC mantenha um ciclo de aperto nos juros mais longo do que o previsto.

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