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Bolsa e dólar fazem pregão de queda pressionados pela baixa liquidez; NY avança

Por Fast Trade
22 dezembro 2021 - 13:24 | Atualizado em 22 dezembro 2021 - 14:30
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira opera em queda nesta quarta-feira (22), pressionada pela junção entre a baixa liquidez e o cenário de riscos do ambiente doméstico. Os ativos locais ignoravam o bom humor dos mercados em Nova York e apresentavam um movimento de forte correção.

No radar, o apetite ao risco ganhou novo fôlego após o presidente americano, Joe Biden, descartar a adoção de quarentenas ou outras medidas mais restritivas. Além disso, ele garantiu que há boas chances de fechar um acordo com o Congresso para aprovar o seu plano econômico de quase US$ 2 trilhões.

Divulgado hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre foi revisado para 2,3%, ante 2,1% na estimativa anterior. Este dado mostrou que a atividade local está em crescimento, apesar de ter desacelerado nas últimas semanas em virtude do salto nos níveis de inflação.

Ao mesmo tempo, na Europa, a variante Ômicron do Covid-19 continua avançando em diversas regiões. As autoridades dos países Alemanha, Escócia, Irlanda, Portugal e Holanda estabeleceram lockdown e outras ações para conter a disseminação do vírus.

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Por aqui, em dia de agenda esvaziada, ficou em destaque a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022, prevendo o montante de R$ 4,9 bilhões para o Fundo Eleitoral. Da mesma forma, o Auxílio Brasil contará com R$ 89 bilhões de financiamento e os programas ligados à saúde terão R$ 147 bilhões.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Getnet (GETT11), Banco Pan (BPAN4), Méliuz (CASH3), Banco Inter (BIDI11) e Banco Inter (BIDI4).

Maiores quedas do índice geral: Natura (NTCO3), Rede D’Or (RDOR3), Hapvida (HAPV3), Lojas Renner (LREN3), Usiminas (USIM5).

Às 13h24 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,64% aos 104.835 pontos, registrando um volume financeiro de R$6,329 bilhões.

Dólar assume viés de queda sinalizando ajuste técnico

O dólar comercial declinava 0,44% contra o real, na cotação de R$ 5,7110 na venda, sinalizando um movimento de ajuste técnico. Apesar do clima de cautela, os agentes financeiros avaliavam os potenciais impactos da variante Ômicron na economia global.

Em contrapartida, no câmbio local, o quadro fiscal ocupava o centro das discussões, sobretudo, após a aprovação do Orçamento. Isto porque, a ampliação do teto de gastos e o não pagamento de parte dos precatórios gerou incertezas sobre a aplicação da diretriz de controle do déficit fiscal.

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Por fim, os contratos de juros futuros seguiam na direção contrária, adicionando prêmio de risco ao longo de toda a curva a termo, à espera da divulgação do IPCA, que acontecerá amanhã.

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