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Bolsa e dólar avançam com dados do varejo no Brasil e valorização das blue chips

Por Fast Trade
14 janeiro 2022 - 13:19 | Atualizado em 14 janeiro 2022 - 14:56
Abertura desta terça-feira 25 de maio

A Bolsa brasileira faz um pregão de ganhos nesta sexta-feira (14), impulsionada pelos dados do varejo no Brasil e pelo bom desempenho das blue chips. Depois de oscilar em queda na abertura, o índice geral desviou do mau humor internacional, se atrelando aos aspectos da economia doméstica.

Isto porque, o volume de vendas no varejo subiu 0,6% em novembro, na comparação ao mês de outubro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, em relação ao mesmo período de 2020, o indicador apresentou uma contração de 4,2%.

Mesmo assim, o dado ainda é muito positivo, pois, no acumulado do ano, houve um crescimento de 1,9%, mostrando uma leve recuperação da atividade.

Ao mesmo tempo, nos EUA, as vendas no varejo recuaram 1,9% em dezembro, depois de avançarem 0,2% em novembro, segundo dados do Departamento do Comércio. No entanto, o indicador subiu 19,3% no acumulado de 2021, sinalizando a força de recuperação do ambiente americano.

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Apesar disso, as Bolsas de Nova York registravam perdas expressivas, digerindo a junção entre a atividade mais fraca e os impactos da inflação. Neste contexto, ganhou força a tese de que o aumento dos juros pelo Federal Reserve será antecipado para março, conforme sinalizou a vice-presidente da instituição, Lael Brainard, em um depoimento ao Senado.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Banco Pan (BPAN4), Magazine Luiza (MGLU3), Eneva (ENEV3), B3 (B3SA3) e Banco Inter (BIDI11).

Maiores quedas do índice geral: Locaweb (LWSA3), CVC (CVCB3), Rede D’Or (RDOR3), Alpargatas (ALPA4), Lojas Renner (LREN3).

Às 13h20 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,82% aos 106.346 pontos, registrando um volume financeiro de R$9,807 bilhões.

Dólar tem leve alta refletindo o sentimento de aversão ao risco

O dólar comercial subia 0,22% contra o real, na cotação de R$ 5,5380 na venda, refletindo o sentimento de aversão ao risco. Em movimento ligado ao comportamento das Treasuries, a divisa americana se fortalecia no câmbio local, mesmo após o Banco Central ofertar 17 mil contratos de swap cambial em rolagem do vencimento de março.

Enquanto isso, a demanda por dólar também se fortalecia no exterior, com os investidores digerindo os dados mais fracos das vendas no varejo. Hoje, o presidente distrital do Federal Reserve de Nova York, John Williams, deve finalizar a temporada de discursos, antes de iniciar o período de silêncio da instituição.

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Desse modo, com um amplo suporte de alta nos juros previsto para março e a provável redução no balanço patrimonial nos próximos meses, qualquer novidade a este respeito será acompanhada de perto pelo mercado.

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