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Bolsa brasileira vira para alta de olho no petróleo e nos juros dos EUA; dólar oscila

Por Fast Trade
18 janeiro 2022 - 13:09 | Atualizado em 18 janeiro 2022 - 14:19

A Bolsa brasileira opera em alta nesta terça-feira (18), refletindo o embate entre o aumento nos preços do petróleo e a elevação dos juros nos EUA. Na volta do feriado, os mercados americanos registravam perdas, voltando a repercutir a antecipação do ciclo de aperto monetário pelo Federal Reserve.

Isto porque, este movimento tende a provocar a migração de capital da renda variável para a renda fixa, desencadeando uma onda de sell-off nas ações. Em busca de rentabilidade com segurança em meio à disparada dos níveis de inflação, os investidores optam por fazer investimentos com desempenho atrelado aos juros.

Ao mesmo tempo, as cotações do barril de petróleo Brent dispararam após mais um ataque com drones que atingiu as instalações de fornecimento da commodity localizadas em Abu Dhabi. Como resultado, o episódio causou três mortes e o grupo de rebeldes huthis do Iêmen reivindicou a autoria.

Em mais uma situação de conflito no Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos ameaçaram adotar posturas mais rígidas como resposta ao ataque. Apesar de não ser possível avaliar os impactos disso sobre a oferta de óleo bruto, os preços do barril subiram à maior cotação em quase sete anos.

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Enquanto isso, no Brasil, sem uma agenda de indicadores relevantes, ficou em destaque a mobilização dos servidores públicos federais em protesto por reajuste salarial e melhoria nas condições de trabalho.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Cogna (COGN3), Yduqs (YDUQ3), PetroRio (PRIO3), Bradespar (BRAP4) e Iguatemi (IGTI11).

Maiores quedas do índice geral: Locaweb (LWSA3), Alpargatas (ALPA4), Banco Inter (BIDI11), BRF (BRFS3), BTG Pactual (BPAC11).

Às 13h08 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,18% aos 106.565 pontos, registrando um volume financeiro de R$7,873 bilhões.

Dólar oscila em queda com entrada de fluxo no câmbio

O dólar comercial caía 0,08% contra o real, na cotação de R$ 5,5250 na venda, reagindo à entrada de fluxo no câmbio local. Ao contrário do viés de alta visto no exterior, a divisa americana perdeu terreno neste ambiente que possui baixa liquidez em comparação aos dias normais de negociação.

Além disso, a moeda brasileira foi uma das mais penalizadas nos últimos meses, de modo que, mesmo as pequenas volatilidades conseguem dar força a sua recuperação.

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Em contrapartida ao viés do momento, o avanço nos rendimentos das Treasuries (t-notes) com vencimento em 10 anos subia para 1,83%, próximo à máxima de dois anos. Este comportamento refletia diretamente na curva de juros doméstica, impulsionando a adição de prêmio em todos os vértices, sobretudo, os intermediários.

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