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Bolsa brasileira vira para alta de olho na recuperação externa; dólar firma queda

Por Fast Trade
20 julho 2021 - 12:47 | Atualizado em 20 julho 2021 - 13:57

A Bolsa brasileira opera em alta nesta terça-feira (20), de olho na recuperação externa, apesar da disseminação da variante Delta do Covid-19.

Depois de abrir em queda, o índice local ganhou força no compasso das Bolsas americanas, ignorando a piora da pandemia no país.

Isto porque, novos casos de coronavírus voltaram a surgir nos Estados Unidos, sobretudo, entre pessoas que não vacinaram. Na véspera, a média móvel de infecções diárias atingiu o patamar de 26 mil, um valor que representa mais do que o dobro registrado no mês anterior.

Como resultado, os investidores ficaram receosos sobre os possíveis impactos deste surto na recuperação da economia global e o rendimento dos Treasuries recuou 0,12%, atingindo o patamar de 1,17% no nível mais baixo desde fevereiro.

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Por aqui, o início da temporada de resultados corporativos renovou as perspectivas, dando fôlego às principais blue chips do mercado nacional.

Também no radar, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou que vai vetar o trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que aumenta para R$5,7 bilhões o fundo eleitoral.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Lojas Americanas (LAME4), JBS (JBSS3), Embraer (EMBR3), Ecorodovias (ECOR3) e Marfrig (MRFG3).

As maiores quedas do índice geral: Hapvida (HAPV3), MRV (MRVE3), Raia Drogasil (RADL3), Intermédica (GNDI3), EzTec (EZTC3).

Às 12h46 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,33% aos 124.806 pontos, registrando um volume financeiro de R$7,964 bilhões.

Dólar oscila em queda em dia de realização de lucros

O dólar comercial caía 0,78% contra o real, na cotação de R$5,2060 na venda, fazendo um dia de realização de lucros no câmbio.

Apesar de ter oscilado entre perdas e ganhos nas primeiras horas de pregão, a divisa americana acompanhava a tônica de baixa vista no exterior.

Ao mesmo tempo, o Índice Geral de Preços (IGP-M) desacelerou passando de 1,27% em junho para 0,72% na segunda prévia de julho. Assim, o fato representa o alívio nos níveis de inflação apoiado pela redução nos preços das commodities.

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Por fim, os juros futuros também registravam declínio nas taxas em todos os períodos, precificando um ajuste menor da taxa Selic na próxima reunião do Copom.

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