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Bolsa brasileira tem viés de baixa com inflação e Copom no radar; dólar sobe

Por Fast Trade
26 outubro 2021 - 13:19 | Atualizado em 26 outubro 2021 - 14:45
Bolsa

A Bolsa brasileira tem viés de baixa nesta terça-feira (26), refletindo as preocupações com a inflação e a expectativa pela reunião do Copom. Ignorando o bom humor internacional, o índice geral se atrelava aos movimentos do cenário doméstico, sobretudo, no que tange ao noticiário econômico.

Divulgado hoje, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia do indicador de outubro, subiu 1,2% em comparação ao dado registrado em setembro. Desse modo, o resultado superou as projeções dos especialistas, que indicavam alta de apenas 0,97%.

Com isso, aumentam as chances de o Banco Central decidir por uma aceleração do aperto monetário. Neste momento, está acontecendo o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o dado do IPCA-15 reforçou a necessidade de um ajuste de 1,5% na taxa Selic.

Acima de tudo, a decisão do BC deve levar em consideração não apenas o forte aumento nos preços, mas também a possível alteração do regime fiscal, prevendo a expansão dos gastos públicos acima do teto já no orçamento de 2022.

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Da mesma forma, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram a criação de 313.902 novos postos de trabalho no mês passado. Este dado ficou abaixo das 367.049 vagas previstas pelo consenso Refinitiv.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Energias Brasil (ENBR3), Braskem (BRKM5), CPFL Energia (CPFE3), Equatorial (EQTL3) e Klabin (KLBN11).

Maiores quedas do índice geral: Americanas (AMER3), EzTec (EZTC3), Méliuz (CASH3), Getnet (GETT11) e Grupo Soma (SOMA3).

Às 13h18 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 2,08% aos 106.454 pontos, registrando um volume financeiro de R$10,722 bilhões.

Dólar e juros ganham força de olho no IPCA-15

O dólar comercial subia 0,74% contra o real, na cotação de R$5,5960 na venda, ganhando força com o IPCA-15 acima do esperado. Além disso, as atuais condições no câmbio revelam um ajuste técnico de reprecificação ao potencial aumento dos juros em nível superior ao esperado.

Nesse sentido, uma elevação mais forte da Selic melhora a atratividade da moeda brasileira, apesar de a piora no quadro fiscal limitar seu espaço de valorização.

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Ao mesmo tempo, os juros futuros apresentavam um comportamento de forte estresse, com a curva a termo indicando que a taxa básica deve avançar entre 1,5% e 1,75% na decisão do Copom de amanhã.

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