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Bolsa brasileira tem forte queda reagindo à ofensiva da Rússia na Ucrânia; dólar dispara

Por Fast Trade
24 fevereiro 2022 - 13:59 | Atualizado em 24 fevereiro 2022 - 15:00
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira opera em forte queda nesta quinta-feira (24), reagindo a ofensiva da Rússia na Ucrânia, após o fracasso das negociações diplomáticas. O mau humor era generalizado nos mercados internacionais, com os ativos de risco sofrendo os impactos do sentimento de preocupação dos investidores.

Nesse sentido, a perspectiva de uma guerra no Leste Europeu provocou uma onda de sell-off, em meio aos temores de interrupção no fornecimento global de petróleo e gás natural. Na madrugada de hoje, foram reportados ataques a diversas cidades ucranianas, inclusive na capital do país, Kiev.

Por sua vez, Moscou declarou que o avanço do exército com bombardeios ocorreu apenas em alvos militares, e não em regiões que possuem civis. Contudo, há registros de mortes.

Nos EUA, o presidente Joe Biden prometeu aplicar duras sanções à Rússia e se posicionou firme contra a invasão, afirmando que o presidente russo, Vladimir Putin, escolheu uma guerra que trará perdas de vidas. Da mesma forma, a União Europeia criticou a ação de Moscou, dizendo que essa postura é bárbara e não justifica as instabilidades provocadas.

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No cenário interno, a temporada de balanços ficou em segundo plano. A Petrobras (PETR3/PETR4) alcançou um resultado recorde e anunciou a distribuição de dividendos, enquanto a empresa aérea Azul (AZUL4) reportou um prejuízo líquido no quarto trimestre.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: SulAmérica (SULA11), 3R Petroleum (RRRP3), Minerva (BEEF3), Marfrig (MRFG3) e Locaweb (LWSA3).

Maiores quedas do índice geral: Qualicorp (QUAL3), Rede D’Or (RDOR3), Azul (AZUL4), BRF (BRFS3), CVC (CVCB3).

Às 13h58 (horário de Brasília), o Ibovespa perdia 1,91% aos 109.867 pontos, registrando um volume financeiro de R$17,098 bilhões.

Dólar dispara mais de 2% de olho nas tensões internacionais

O dólar comercial subia 2,44% contra o real, na cotação de R$ 5,1220 na venda, acompanhando a demanda por proteção que se instaurou no exterior. Em um dia de grande tensão, a divisa americana atuava como um porto seguro, embora os níveis de liquidez do mercado local estejam elevados.

Mesmo assim, a moeda dos EUA ganhava força, conforme as notícias do conflito geopolítico na Ucrânia mostravam uma situação quase irreversível. Apesar de os países que compõem a União Europeia estarem reticentes quanto a uma ação militar, tudo indica que Moscou prosseguirá com a ofensiva.

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Por fim, os contratos de juros futuros registravam forte aumento nas taxas em todos os períodos, reagindo ao aumento das commodities, sobretudo, dos itens ligados ao setor de energia.

“O mercado internacional está se ajustando à invasão russa e os preços de algumas commodities subiram muito. É natural que os prêmios das taxas de curva prefixada subam” – explicou Paulo Nepomuceno, analista de renda fixa e derivativos da Mirae.

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