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Bolsa brasileira tem forte queda com cena externa e projeções do Focus; dólar sobe

Por Fast Trade
10 janeiro 2022 - 13:36 | Atualizado em 10 janeiro 2022 - 14:32
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira iniciou a semana em forte queda, refletindo as movimentações da cena externa e as projeções do Boletim Focus do Banco Central. O clima negativo dos principais índices internacionais pressionava o mercado interno, que ainda se ajustava às indicações de aumento nos juros dos EUA.

Com os investidores prevendo que o Federal Reserve dará início ao ciclo de aperto monetário já na reunião de março, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) avançavam neste pregão.

Além disso, o avanço da variante Ômicron do Covid-19 em diversos países da Europa acentuavam a percepção de risco, sobretudo, após a disparada de número de casos de infecção após as festas de final de ano.

Ao mesmo tempo, no Brasil, o mercado repercutia as previsões dos especialistas, contendo nova revisão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022. Segundo o relatório, o país deve crescer este ano apenas 0,28%, ante 0,36% na última estimativa.

Em contrapartida, a taxa Selic deve atingir o pico em um patamar ainda maior, em 11,75%, contra 11,50% nas projeções da semana passada. Sobre a inflação, houve a manutenção de alta em 5,03% no IPCA deste ano.

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No cenário político, o presidente Jair Bolsonaro retomou as atividades no governo já trazendo mais polêmicas. Isto porque, ele afirmou que existe a possibilidade de servidores públicos não receberem aumento de salário em 2022, apesar da previsão no orçamento.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3), Pão de Açúcar (PCAR3), Braskem (BRKM5) e JBS (JBSS3).

Maiores quedas do índice geral: Banco Inter (BIDI11), Méliuz (CASH3), Qualicorp (QUAL3), Magazine Luiza (MGLU3), BRF (BRFS3).

Às 13h35 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,98% aos 1101.711 pontos, registrando um volume financeiro de R$9,183 bilhões.

Dólar avança em expectativa à inflação

O dólar comercial subia 0,91% contra o real, na cotação de R$ 5,6810 na venda, em expectativa aos dados de inflação no Brasil e nos EUA. Além da agenda de indicadores da semana, o sentimento de cautela prevalecia em âmbito local devido às tragédias provocadas pelas chuvas e pela questão fiscal.

Apesar de Bolsonaro ter adotado uma postura mais conciliadora em relação aos gastos, a pressão dos servidores públicos continua sendo um fator de tensão.

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Por fim, os contratos de juros futuros também registravam forte aumento nas taxas em todos os períodos, acompanhando o desempenho das Treasuries de longo prazo. Acima de tudo, o aumento dos juros pelo Federal Reserve continua influenciando as perspectivas na renda fixa.

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