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Bolsa brasileira opera em queda pressionada pela correção nas blue chips; dólar sobe

Por Fast Trade
02 fevereiro 2022 - 13:16 | Atualizado em 02 fevereiro 2022 - 14:28
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira opera em queda nesta quarta-feira (02), pressionada por um movimento de correção nas principais blue chips. Em dia de decisão de juros do Comitê de Política Monetária, o índice geral passava por um forte ajuste, seguindo o tom negativo dos mercados internacionais.

No radar, a agenda de indicadores ganhou destaque depois de mostrar o avanço de 3,9% na produção industrial do Brasil em 2021. Apesar disso, o desempenho do setor ainda está 0,9% abaixo do nível registrado antes da pandemia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este é o primeiro crescimento na indústria após seis meses consecutivos de resultados estáveis ou negativos. Desse modo, os analistas passaram a questionarem se esta recuperação será temporária ou se estamos diante de uma reversão de tendência.

No mercado, é consenso a projeção de que o Banco Central vai elevar a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, levando os juros ao patamar de 1,75% ao ano. Ao mesmo tempo, a instituição deve continuar com a postura rígida, utilizando todas as ferramentas para trazer a inflação ao centro da meta.

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Enquanto isso, nos EUA, o setor privado fechou 301 mil postos de trabalho em janeiro, de acordo com informações divulgadas no relatório do Instituto ADP, em parceria com a Moody’s Analytics. O número veio acima das previsões dos especialistas, evidenciando os impactos da variante Ômicron.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Rede D’Or (RDOR3), Equatorial (EQTL3), Positivo (POSI3), Americanas (AMER3) e Rumo (RAIL3).

Maiores quedas do índice geral: BRF (BRFS3), Banco Inter (BIDI11), Banco Pan (BPAN4), IRB Brasil (IRBR3), Magazine Luiza (MGLU3).

Às 13h12 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 1,10% aos 111.984 pontos, registrando um volume financeiro de R$8,770 bilhões.

Dólar avança de olho na decisão do Copom

O dólar comercial subia 0,63% contra o real, na cotação de R$ 5,3040 na venda, com os investidores realizando lucros antes da decisão do Copom. Nesse sentido, é grande a expectativa pelo comunicado do BC, que deve sinalizar um aumento menor na próxima reunião.

Conforme a análise do Commerzbank, com a inflação brasileira próxima do pico e a fraqueza dos indicadores econômicos, é provável que a autoridade monetária comece a desacelerar o ritmo.

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Por fim, os juros futuros continuavam na mesma trajetória de baixa, contudo, registrando variações moderadas, já precificando a elevação da Selic. Com o salto nos juros, a renda fixa se torna mais atrativa e, por isso, o prêmio de risco sobre os DIs sofre uma redução.

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