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Bolsa brasileira opera em queda com indicadores e crise hídrica no radar; dólar sobe

Por Fast Trade
26 agosto 2021 - 13:42 | Atualizado em 26 agosto 2021 - 15:05

A Bolsa brasileira opera em forte queda nesta quinta-feira (26), reagindo à agenda de indicadores e às preocupações sobre uma possível crise hídrica. Com o cenário externo agitado, o índice geral acompanhava o declínio das companhias dos setores bancário, siderúrgico e varejista.

No radar, a segunda estimativa do Departamento do Comércio dos EUA informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cresceu 6,6%. Apesar de ter ficado abaixo do previsto, o dado demostrou a força de recuperação na maior economia do mundo.

Ao mesmo tempo, os investidores continuam monitorando notícias sobre o Simpósio Anual de Jackson Hole, que terá início amanhã e contará com a participação dos dirigentes do Federal Reserve. Assim, a expectativa é que o presidente da instituição, Jerome Powell, forneça mais detalhes sobre a possível retirada gradual dos estímulos.

Por aqui, em meio aos temores sobre uma possível crise hídrica, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o custo da energia pode aumentar. No entanto, ele ressaltou que isso não será um problema, pois confia que a economia brasileira vai superar mais este desafio.

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Na agenda de indicadores, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram a abertura de 316.580 novas vagas de trabalho formal em julho. Desse modo, o resultado superou as estimativas dos analistas, indicando uma melhora local.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Banco Inter (BIDI11), Lojas Americanas (LAME4), Americanas (AMER3), Tim (TIMS3) e Cogna (COGN3).

Maiores quedas do índice geral: Cyrela (CYRE3), Eztec (EZTC3), Ultrapar (UGPA3), Iguatemi (IGTA3), MRV (MRVE3).

Às 13h40 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,82% aos 119.832 pontos, registrando um volume financeiro de R$9,953 bilhões.

Dólar assume viés de alta reagindo ao clima de aversão ao risco no exterior

O dólar comercial subia 0,63% contra o real, na cotação de R$5,2450 na venda, assumindo um viés de alta desde o início deste pregão. Nesse sentido, o câmbio ganhava força à espera do discurso de Powell no simpósio. As turbulências do cenário político local também contribuíam com o momento.

Na manhã de hoje, o Tesouro Nacional voltou a publicar o edital de oferta de títulos públicos com antecedência, escolhendo reduzir a quantidade de papéis lançados ao mercado.

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Por fim, os juros futuros registravam perdas ao longo da curva, dando sequência ao movimento de correção iniciado nos últimos dias e que refletia o ânimo dos operadores.

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