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Bolsa brasileira opera em alta repercutindo Fed, Copom e Evergrande; dólar cai

Por Fast Trade
23 setembro 2021 - 13:32 | Atualizado em 23 setembro 2021 - 15:35
Abertura desta quarta-feira 21 de julho

A Bolsa brasileira opera em alta nesta quinta-feira (23), repercutindo as decisões de juros do Federal Reserve e do Copom, além da situação da Evergrande. Acompanhando a forte recuperação no exterior, o índice geral era impulsionado também pelo cenário político frente à possível solução para os precatórios.

Nesse sentido, ganhou destaque o resultado da reunião do Fed e a manutenção da taxa de juros dos EUA no intervalo entre 0% e 0,25%. Além disso, o presidente da instituição, Jerome Powell, sinalizou que a redução das compras de ativos deve acontecer já a partir de novembro.

Ao mesmo tempo, foi divulgado hoje os pedidos de auxílio-desemprego entregues ao governo americano na semana passada. Ao todo, foram 351 mil solicitações, segundo o Departamento de Emprego do país.

Também no exterior, autoridades chinesas recomendaram que os executivos da Evergrande evitem o default dos títulos mensurados em dólar. E solicitaram que a empresa reembolse investidores e termine as obras em andamento, apesar de não oferecer uma ajuda específica para concretizar tais medidas.

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No Brasil, os investidores estão digerindo a decisão do Copom de aumentar em 1% a taxa Selic, que passou a 6,25% ao ano. Desse modo, o Banco Central indicou que haverá um reajuste de igual magnitude na próxima reunião que acontecerá no final de outubro.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Embraer (EMBR3), Ultrapar (UGPA3), Usiminas (USIM5), CVC (CVCB3) e Gerdau (GGBR4).

Maiores quedas do índice geral: Cyrela (CYRE3), EzTec (EZTC3), Alpargatas (ALPA3), Americanas (AMER3), B3 (B3SA3).

Às 13h32 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,60% aos 114.030 pontos, registrando um volume financeiro de R$12,714 bilhões.

Dólar tem dia de baixa moderada de olho na decisão do BC

O dólar comercial opera em queda de 0,19% contra o real, na cotação de R$5,2900 na venda, refletindo a decisão do Banco Central sobre a taxa Selic. Embora já era prevista a elevação em 1%, o tom do comunicado gerou apreensão, pois mostrou uma postura mais pessimista prevendo avanço da inflação.

No mesmo sentido, os juros futuros registravam declínio nas taxas de curto prazo, queimando o prêmio de risco, uma vez que a atratividade da moeda brasileira tende a aumentar.

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Por fim, o leilão de títulos do Tesouro Nacional também contribuiu com o movimento dos DIs, jogando pressão de compra nos trechos intermediários, onde tem maior absorção dos papéis atrelados à inflação.

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