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Bolsa brasileira ignora a fraqueza do PIB e avança com Nova York; dólar cai

Por Fast Trade
02 dezembro 2021 - 13:32 | Atualizado em 02 dezembro 2021 - 15:15

A Bolsa brasileira opera em alta nesta quinta-feira (02), refletindo o desempenho positivo das Bolsas de Nova York e a expectativa pela votação da PEC dos precatórios. Apesar das incertezas sobre quais serão os impactos da variante Ômicron do Covid-19, o mercado externo fazia uma sessão de forte recuperação.

Na véspera, o clima de cautela pesou após a Organização Mundial da Saúde (OMS) informar que a nova cepa já está presente em mais de 20 países. Contudo, os especialistas confirmaram que ainda é impossível determinar a gravidade deste vírus e se, de fato, ele apresentará resistência em relação às vacinas.

Enquanto isso, por aqui, a agenda de indicadores mostrou pouca ou nenhuma repercussão nos ativos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre declinou 0,1% na comparação trimestral.

Desse modo, o dado veio levemente abaixo do consenso do mercado, que já previa um certo nível de estagnação na atividade. Por esse motivo, muitos especialistas consideraram o indicador negativo, demonstrando que alta inflação já está prejudicando o crescimento.

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Ao mesmo tempo, em Brasília, os investidores monitoravam a votação da PEC dos precatórios no Senado, com o governo pressionando os parlamentares para chegar a um acordo e garantir a aprovação.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Iguatemi (IGTI113), Usiminas (USIM5), EzTec (EZTC3), CSN (CSNA3) e Petrobras (PETR3).

Maiores quedas do índice geral: Magazine Luiza (MGLU3), Americanas (AMER3), Suzano (SUZB3), Banco Inter (BIDI4), Alpargatas (ALPA4).

Às 13h29 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 2,92% aos 103.720 pontos, registrando um volume financeiro de R$12,308 bilhões.

Dólar tem sessão de baixa com foco no contexto geral

O dólar comercial caía 0,90% contra o real, na cotação de R$ 5,6180 na venda, reagindo ao contexto geral, tanto interna quanto externamente. A combinação entre o otimismo nos mercados internacionais e a expectativa pela aprovação da PEC dos precatórios fortalecia o real neste pregão.

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No entanto, o movimento de tração da moeda brasileira foi limitado pela decepção com o crescimento do país no terceiro trimestre evidenciado pelo PIB mais fraco. Além disso, as incertezas no cenário doméstico, sobretudo, em relação à questão fiscal, pressionavam o câmbio.

Por fim, os contratos de juros futuros registravam declínio nas taxas, precificando a aprovação da PEC dos precatórios e a consequente melhora no ambiente político.

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