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Bolsa brasileira ganha força com desempenho dos bancos e commodities; dólar cai

Por Fast Trade
10 fevereiro 2022 - 13:44 | Atualizado em 10 fevereiro 2022 - 14:16
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A Bolsa brasileira opera em alta nesta quinta-feira (10), impulsionada pelo desempenho positivo dos bancos e das empresas do setor de commodities. Apesar de ter oscilado na abertura, o índice geral manteve o viés ascendente graças ao apetite ao risco do investidor internacional.

Além disso, o mercado repercutia o avanço de 1,4% no setor de serviços em dezembro. Em 2021, o indicador avançou 10,9%, registrando a maior taxa para o fechamento do ano desde o início da série histórica.

No entanto, é importante esclarecer que a base de comparação é fraca, tendo em vista que este setor foi um dos mais prejudicados pela pandemia. Mesmo assim, o resultado foi recebido com grande otimismo, já que todas as atividades cresceram simultaneamente, com destaque para o segmento de transportes (+15,1%).

Lá fora, os dados de inflação nos EUA geraram grande repercussão ao mostrar um aumento geral nos preços ainda maior do que o previsto. Divulgado hoje, o Índice de Preços ao Consumidor nos EUA subiu 7,5% em janeiro, na comparação anual, indicando a maior leitura desde fevereiro de 1982.

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Ao mesmo tempo, em relação ao mês anterior, o índice subiu 0,6%, com aumento expressivo em seu núcleo (que exclui os itens mais voláteis). Este número reforçou a tese de que o Federal Reserve será ainda mais rígido com o ciclo de alta nos juros, tendo em vista que a inflação está forte.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Via (VIIA3), 3R Petroleum (RRRP3), Magazine Luiza (MGLU3), Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4).

Maiores quedas do índice geral: Suzano (SUZB3), Méliuz (CASH3), Telefônica Vivo (VIVT3), Totvs (TOTS3), Klabin (KLBN11).

Às 13h43 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,01% aos 113.592 pontos, registrando um volume financeiro de R$12,614 bilhões.

Dólar tem sessão de queda de olho nos indicadores

O dólar comercial caía 0,77% contra o real, na cotação de R$ 5,1830 na venda, de olho na agenda de indicadores interna e externa. A divisa americana perdeu força no câmbio local, mas, seguia uma trajetória de alta contra uma cesta de moedas mais fortes.

Isto porque, os dados de inflação dos EUA surpreenderam ao mostrar um cenário mais difícil, com provável atuação mais rígida do Fed sobre o mercado. Com o fortalecimento do índice de preços em nível superior ao esperado, os investidores passaram a considerar que o ciclo de aperto monetário no país será mais intenso.

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Contudo, na cena doméstica, o desempenho do setor de serviços deu força ao real, que já estava embalado pelo fluxo de recursos estrangeiros em circulação. Por fim, os contratos de juros futuros seguiam no sentido oposto, registrando adição de prêmio de risco, acompanhando a alta dos rendimentos das Treasuries americanas.

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