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Bolsa brasileira dispara mais de 1% com alívio nas Treasuries americanas; dólar cai

Por Fast Trade
20 janeiro 2022 - 13:37 | Atualizado em 20 janeiro 2022 - 19:10
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira vive uma quinta-feira (20) bastante positiva, com o índice geral avançando aos 109 mil graças ao alívio nas Treasuries americanas. O número de pedidos de auxílio desemprego nos EUA subiu para 225 mil na semana passada, segundo informações do Departamento do Trabalho.

O indicador mostrou um crescimento de 55 mil novas solicitações na comparação semanal, o que, acima de tudo, mostrou uma desaceleração na atividade econômica do país. Este dado trouxe alívio à pressão de alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro, impulsionando os ganhos no mercado de ações.

Ao mesmo tempo, ganhou destaque a notícia de que a China reduziu a sua taxa de juros de referência para empréstimos com vencimento em um ano em 0,1% e para os empréstimos com vencimento em cinco anos em 0,05%.

Diferente do movimento de aperto monetário do restante do mundo, o gigante asiático está adotando políticas de estímulos para impulsionar a sua economia. E apesar de ser uma medida contrária à tendência global, servirá como impulso para a demanda por minério de ferro e por aço.

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Enquanto isso, no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro deu a entender que não manterá o aumento salarial para os policiais, conforme estava previsto no orçamento. Devido à manifestação das demais categorias de servidores públicos, existe uma pressão para que o chefe do Planalto não conceda qualquer reajuste.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Banco Inter (BIDI11), Petz (PETZ3), Méliuz (CASH3), BTG Pactual (BPAC11) e Localiza (RENT3).

Maiores quedas do índice geral: Carrefour (CRFB3), Suzano (SUZB3), BB Seguridade (BBSE3), Marfrig (MRFG3), Energisa (ENGI11).

Às 13h36 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,32% aos 109.439 pontos, registrando um volume financeiro de R$10,393 bilhões.

Dólar volta ao patamar de R$ 5,40 em novo dia de queda

O dólar comercial caía 1,08% contra o real, na cotação de R$ 5,4040 na venda, fazendo um novo dia de baixa seguindo o otimismo no exterior. O maior apetite ao risco derrubou a cotação da divisa americana, dando sequência à trajetória de desvalorização observada na véspera.

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Em contrapartida, os investidores estão aguardando as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que vai acontecer agora à tarde. Isto porque, o dirigente participará de um evento organizado pelo Santander e a expectativa é que ele forneça informações sobre a política monetário e cenário atual.

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