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Bolsa brasileira desaba reagindo às declarações de Powell sobre os juros; dólar dispara

Por Fast Trade
22 abril 2022 - 14:15 | Atualizado em 22 abril 2022 - 15:15
Mercado de ações em queda
Créditos: Freepik (rawpixel.com)

A Bolsa brasileira registrava expressiva queda nesta sexta-feira (22), absorvendo o mau humor provocado pelas falas do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Com o mercado local fechado devido ao feriado na véspera, os ADRs (recibos das ações) das empresas nacionais declinaram em Nova York.

Isto porque os ativos de risco, de um modo geral, repercutiram as declarações de Powell sobre os juros dos EUA. O chairman do Fed disse que a instituição está considerando promover um aumento de 0,5% na taxa básica do país na próxima reunião em maio.

Ele também explicou que neste momento é apropriado “agir um pouco mais rapidamente” para conseguir conter o avanço da inflação. Como resultado do posicionamento de Powell, os investidores decidiram reduzir a exposição à renda variável, o que derrubou as Bolsas globais.

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Em meio a um clima de maior aversão ao risco, quase todas as ações da B3 operavam em território negativo. Nesse sentido, a Eletrobras (ELET3/ELET6) ganhou destaque por acentuar as perdas de olho no adiamento em 20 dias para o julgamento da privatização da estatal no Tribunal de Contas da União (TCU).

A seguir, as principais movimentações na B3:

Top 5 máximas do índice geral: Hypera (HYPE3), Copel (CPLE6), Ambev (ABEV3), Raia Drogasil (RADL3) e Azul (AZUL4).

Top 5 mínimas do índice geral: CSN (CSNA3), Vale (VALE3), Eletrobras (ELET3), Locaweb (LWSA3) e Natura (NTCO3).

Às 14h15 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 2,27% aos 111.708 pontos, registrando um volume financeiro de R$ 11,504 bilhões.

Dólar dispara mais de 3% com ajuste de olho no Fed

O dólar comercial subia 3,68% contra o real, na cotação de R$ 4,7880 na venda, com ajuste de olho no Fed. Desse modo, a divisa americana se fortaleceu em atenção às falas de Powell sobre o possível aumento de 0,5% nos juros dos EUA.

No entanto, também pesavam as sinalizações mais “dovish” do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a magnitude do ciclo de aperto na Selic será de 1 ponto percentual na próxima reunião. Além disso, ele afirmou que parte do aumento do IPCA de março ocorreu devido ao aumento da gasolina.

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Por fim, é importante lembrar que o real também está sofrendo os efeitos da desaceleração da economia chinesa, que tende a afetar os preços das commodities. Ademais, segundo os analistas, os riscos políticos e a redução no diferencial de juros também devem influenciar o comportamento da moeda brasileira no curto prazo.

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