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Bolsa brasileira cai mais de 1% com commodities e situação da China no radar; dólar dispara

Por Fast Trade
25 abril 2022 - 14:06 | Atualizado em 25 abril 2022 - 15:25
Nova York
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira iniciou a semana em forte queda, refletindo o declínio das commodities e a situação do Covid-19 na China. Em linha com os mercados internacionais, o índice geral opera negativo, registrando perdas em praticamente todos os setores.

No radar, a pandemia se agravou no gigante asiático, com Pequim informando o aumento do número de casos no final de semana. Desse modo, as autoridades regionais determinaram que a população não deve sair do distrito de Chaoyang, na tentativa de conter a disseminação da doença.

Em meio à retomada das medidas de restrição em diferentes partes do território chinês, predominavam, contudo, as preocupações sobre os possíveis impactos na segunda maior economia do mundo. Isto porque, em um ambiente de elevados níveis de inflação, a interrupção das atividades pode prejudicar as cadeias produtivas.

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Como resultado, o petróleo e o minério de ferro faziam uma sessão de forte queda, assim como diferentes tipos de commodities agrícolas. Assim, o movimento de correção influenciava a baixa de importantes blue chips do setor, como a Petrobras (PETR3/PETR4) e a Vale (VALE3).

A seguir, as principais movimentações na B3:

Top 5 máximas do índice geral: Petz (PETZ3), Hapvida (HAPV3), Cemig (CMIG4), Ambev (ABEV3) e Qualicorp (QUAL3).

Top 5 mínimas do índice geral: CSN (CSNA3), Soma (SOMA3), BRF (BRFS3), Iguatemi (IGTI11) e Gerdau (GGBR4).

Às 14h05 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 1,12% aos 113.233 pontos, registrando um volume financeiro de R$ 10,534 bilhões.

Dólar dispara em sintonia com a aversão ao risco no exterior

O dólar comercial subia 2,31% contra o real, na cotação de R$ 4,9170 na venda, refletindo o clima de aversão ao risco no exterior. A divisa americana se fortalecia ainda na esteira das declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no final da semana passada.

Nesse sentido, o chairman da instituição sinalizou que seria adequado promover uma elevação de 0,5% na taxa de juros dos EUA na próxima reunião. Assim, a possível aceleração no ritmo de aperto monetário contaminou os ativos de risco e impulsionou a demanda por proteção em nível global.

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“Essa semana vai ser importante pra entendermos a extensão desse movimento [de alta] do dólar” – explicou o diretor de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt. Isto porque, com novos dados sobre o câmbio, será possível prever a medida da redução da atratividade local.

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Bolsa brasileira tem pregão de queda com commodities e situação da China; dólar dispara

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