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Bolsa brasileira cai 1,6% com Pnad no Brasil e PCE nos EUA; dólar dispara

Por Fast Trade
30 julho 2021 - 13:27 | Atualizado em 30 julho 2021 - 14:39
pós-superquarta

A Bolsa brasileira opera em forte queda nesta sexta-feira (30), refletindo os dados sobre o desemprego no Brasil e o PCE (inflação) nos EUA. Seguindo o clima negativo do exterior, o índice geral registrava perdas expressivas em praticamente todos os setores da atividade econômica.

Isto porque, os investidores repercutiam a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) informando que a taxa de desemprego ficou em 14,6% no trimestre móvel encerrado em maio.

Acima de tudo, oste resultado superou as estimativas dos especialistas e sinalizou que 14,8 milhões de pessoas estavam procurando trabalho no período consultado.

Lá fora, além das preocupações com a ofensiva do governo chinês aos setores de educação e tecnologia, os mercados digeriam os dados de inflação nos EUA. Nesse sentido, o núcleo do índice de preços ao consumidor (PCE) avançou 0,4% em junho, vindo abaixo do consenso do mercado.

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Ao mesmo tempo, os números mais fracos da Amazon despertaram o alerta para a desaceleração no setor de varejo, o que mais reflete o ritmo de recuperação do país.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Pão de Açúcar (PCAR3), Telefônica Vivo (VIVT3), Usiminas (USIM5), Tim (TIMS3) e Totvs (TOTS3).

As maiores quedas do índice geral: Localiza (RENT3), Locamérica (LCAM3), Vale (VALE3), Embraer (EMBR3), Banco Inter (BIDI11).

Às 13h24 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 1,64% aos 123.611 pontos, registrando um volume financeiro de R$9,166 bilhões.

Dólar e juros disparam reagindo ao clima de aversão ao risco

O dólar comercial operava em alta de 1,34% contra o real, na cotação de R$5,1450 na venda, reagindo ao clima de aversão ao risco global.

Em meio ao ajuste de posições devido ao final do mês, a divisa americana ganhava força no câmbio interno, acompanhando o fortalecimento da demanda por segurança no exterior.

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Além disso, fatores técnicos atrelados à formação da Ptax também contribuíam para a depreciação do real, que sofria com uma intensa realização de lucros neste pregão.

Por fim, os contratos de juros futuros registravam adição de prêmio nas taxas em todos os períodos, precificando um aumento de 1% na taxa Selic.

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