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Bolsa brasileira avança de olho na PEC dos combustíveis e no vencimento de opções

Por Fast Trade
21 janeiro 2022 - 13:34 | Atualizado em 21 janeiro 2022 - 14:11
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Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira opera em leve alta nesta sexta-feira (21), refletindo as discussões sobre a PEC dos combustíveis e o quadro fiscal. Em dia de vencimento de opções sobre ações na B3, o índice geral ganhou força, depois de oscilar em queda na abertura.

Lá fora, o sentimento é majoritariamente negativo frente à expectativa pelo início do ciclo de aperto monetário nos EUA. Na semana que vem, acontecerá a primeira reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) em 2022 e o Banco Central deve sinalizar quando acontecerá o aumento dos juros.

Após diversas empresas divulgarem resultados corporativos abaixo do previsto, o mercado já consegue sentir os efeitos da desaceleração da economia norte-americana.

Enquanto isso, no Brasil, a valorização das blue chips e o cenário doméstico mais tranquilo garantiam mais um dia de ganhos, sobretudo, do setor de varejo. Embora o governo esteja pressionado pela ameaça de greve do funcionalismo público, tudo indica que o presidente Jair Bolsonaro vai sancionar o orçamento sem previsão de reajuste salarial para nenhuma categoria.

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Outro aspecto que também entrou no radar foi a notícia sobre a apresentação de uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução temporária do valor dos combustíveis e da energia elétrica. Nesse sentido, relatos afirmaram que o projeto será entregue pela equipe econômica até fevereiro e visa atender a um pedido pessoal do presidente.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Via (VIIA3), JHSF (JHSF3), Magazine Luiza (MGLU3), B3 (B3SA3) e EzTec (EZTC3).

Maiores quedas do índice geral: PetroRio (PRIO3), IRB Brasil (IRBR3), Méliuz (CASH3), Cielo (CIEL3), Gerdau (GGBR4).

Às 13h31 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,25% aos 109.369 pontos, registrando um volume financeiro de R$10,512 bilhões.

Dólar avança com foco na aversão ao risco no exterior

O dólar comercial subia 0,15% contra o real, na cotação de R$ 5,4230 na venda, assumindo uma trajetória de alta após manter um comportamento errático nas primeiras horas de pregão. Digerindo a proposta de redução nos combustíveis, os agentes locais passaram a exigir maior prêmio de risco pelos ativos.

Isto porque, ainda que esta proposta venha a reduzir os índices de inflação ao consumidor, haverá perda fiscal em um momento crítico para o país. Da mesma forma, se abrir espaço para esta renúncia de receita, outras poderão ser adicionadas ao longo do ano, comprometendo a saúde fiscal do país, segundo a avaliação dos analistas.

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Por fim, os contratos de juros futuros também se ajustavam em alta, acompanhando os movimentos do câmbio, apesar de apresentar variações mais contidas devido a baixa liquidez. Acima de tudo, as incertezas da cena local prevaleciam nas negociações e pressionavam os trechos de curto prazo.

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