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Bolsa brasileira avança com fluxo comprador e recuperação das commodities; dólar cai

Por Fast Trade
01 fevereiro 2022 - 13:15 | Atualizado em 01 fevereiro 2022 - 14:51
índice de rentabilidade

A Bolsa brasileira opera em forte alta nesta terça-feira (01), reagindo à entrada de fluxo comprador e ao movimento de recuperação das commodities. Em sintonia com o clima positivo dos mercados internacionais, o índice geral ganhava força, reduzindo o desconto no preço das ações.

Nesse sentido, as instituições financeiras, as siderúrgicas, a Petrobras (PETR3/PETR4) e a Vale (VALE3) apareciam como os destaques de valorização.

Por aqui, repercutia a agenda de indicadores nacionais, que mostrou uma queda expressiva na atividade industrial. Divulgado hoje, o Índice de Gerente de Compras (PMI) da indústria caiu de 49,8 pontos em dezembro para 47,8 pontos em janeiro.

O agravamento da pandemia está prejudicando, acima de tudo, os fabricantes nacionais, tornando o ambiente macroeconômico ainda mais desafiador. Além disso, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou novo recorde em 2021, ao avançar 28,39%, evidenciando a força das pressões inflacionárias.

Outro aspecto que está sendo monitorado pelos investidores é o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Nesse sentido, a expectativa é que a instituição promova um novo aumento de 1,5% na taxa Selic, que deve avançar a 10,75% ao ano.

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A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: CSN (CSNA3), Banco Inter (BIDI11), Embraer (EMBR3), Braskem (BRKM5) e Vale (VALE3).

Maiores quedas do índice geral: Banco Pan (BPAN4), 3R Petroleum (RRRP3), Fleury (FLRY3), B3 (B3SA3), JHSF (JHSF3).

Às 13h14 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,81% aos 113.052 pontos, registrando um volume financeiro de R$10,329 bilhões.

Dólar e juros fazem pregão de baixa

O dólar comercial caía 0,49% contra o real, na cotação de R$ 5,2790 na venda, fazendo mais uma sessão de baixa graças à entrada de capital estrangeiro no câmbio local. Isto porque, o apetite ao risco por ativos emergentes levou a divisa americana a atingir o menor nível em quase quatro meses.

Na visão dos analistas, a postura mais rígida do Federal Reserve está provocando um movimento de saída de recursos nos EUA. Ao mesmo tempo, aumentaram as apostas na boa performance dos ativos mais voláteis e arriscados, como as ações nacionais e a moeda brasileira e isso desencadeou uma forte demanda.

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Por fim, os juros futuros também acompanhavam a tendência do dólar contabilizando queima de prêmio em todos os vértices ao longo da curva. Contudo, os DIs de curto prazo apresentavam variações moderadas, à espera da decisão de política monetária do Copom.

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