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Bolsa brasileira acelera os ganhos com alívio no exterior e rali das commodities; dólar cai

Por Fast Trade
23 maio 2022 - 14:02 | Atualizado em 23 maio 2022 - 15:20
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Créditos: Freepik

A Bolsa brasileira iniciou a semana em território positivo, refletindo o clima de alívio nos mercados internacionais e o rali de valorização das commodities. Fazendo sua terceira sessão consecutiva de ganhos, o índice geral mostrava sintonia com os movimentos de Nova York.

Nesse sentido, os investidores repercutiam as falas do presidente dos EUA, Joe Biden, sobre a possível revisão das tarifas impostas aos produtos importados da China. Durante a gestão de Donald Trump, o país elevou, diversas vezes, a tributação que incide nas operações comerciais junto ao país asiático.

Desse modo, o objetivo da Casa Branca será minimizar os efeitos da inflação na balança comercial norte-americana, considerando que as circunstâncias globais são desafiadoras. Contudo, Biden ainda não informou quando acontecerá essa revisão ou como ela poderá contribuir para aumentar as transações do país.

Ao mesmo tempo, ficou em destaque a notícia de que a Índia, um dos principais fornecedores do mercado chinês, subiu as tarifas de exportação do minério de ferro e demais concentrados. Como resultado, os contratos futuros da commodity metálica subiam mais de 4% na Bolsa de Dalian, na China.

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Da mesma forma, o barril de petróleo Brent com vencimento para julho registrava valorização, negociando na faixa de US$ 113 a unidade. E este movimento de apetite ao risco influenciava as blue chips na B3, que operavam em forte alta.

A seguir, as principais movimentações na B3:

Top 5 máximas do índice geral: IRB Brasil (IRBR3), CSN (CSNA3), Banco Pan (BPAN4), Banco do Brasil (BBAS3) e BRF (BRFS3).

Top 5 mínimas do índice geral: Qualicorp (QUAL3), Banco Inter (BIDI11), CVC (CVCB3), Eneva (ENEV3) e Multiplan (MULT3).

Às 14h01 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,62% aos 110.248 pontos, registrando um volume financeiro de R$ 10,791 bilhões.

Dólar tem forte queda com BCE e melhores projeções para o PIB

O dólar comercial recuava 1,52% contra o real, na cotação de R$ 4,7970 na venda, de olho nas falas da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. Ela informou que os juros na Zona do Euro devem sofrer reajuste no segundo semestre e isso ajudou a derrubar divisa americana.

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Ademais, os agentes de mercado estão animados com a revisão dos especialistas quanto às estimativas de crescimento do Brasil em 2022. Os economistas do Itaú Asset passaram a trabalhar com um cenário de alta no Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6%, enquanto a equipe do Banco do Brasil acredita que o aumento será de 1,5%.

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