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Bolsa brasileira acelera as perdas com inflação dos EUA no radar; dólar oscila

Por Fast Trade
13 julho 2021 - 13:09 | Atualizado em 13 julho 2021 - 14:42

A Bolsa brasileira opera em forte queda nesta terça-feira (13), devolvendo parte dos ganhos da véspera, de olho nos dados de inflação dos Estados Unidos.

Nesse sentido, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano subiu 5,4% em junho, na comparação anual, superando as projeções dos especialistas. Com isso, o indicador registrou seu maior avanço desde 2008, mostrando o aumento da inflação no mercado americano.

De acordo com os analistas do Bank of America, mesmo com o CPI mais forte, a avaliação do Federal Reserve quanto à temporariedade no aumento dos preços não deve sofrer modificações.

Ao mesmo tempo, a temporada de resultados já começou agitando o setor financeiro, após o J.P. Morgan apurar um salto de 155% nos lucros do primeiro trimestre.

Por aqui, as atenções se concentravam na CPI da pandemia, que divulgou novo fato obtido através da perícia no celular do policial, Luiz Paulo Dominguetti.

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Conforme o site O Antagonista, as mensagens indicaram que o presidente Jair Bolsonaro estaria envolvido, pessoalmente, com as negociações paralelas da compra da vacina da AstraZeneca intermediadas pela empresa Davati Medical Supply.

A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: Hypera (HYPE3), Minerva (BEEF3), Bradespar (BRAP4), Raia Drogasil (RADL3) e Cielo (CIEL3).

Maiores quedas do índice geral: Equatorial (EQTL3), CPFL Energia (CPFE3), Banco Inter (BIDI11), Embraer (EMBR3), Telefônica Vivo (VIVT3).

Às 13h09 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,50% aos 126.957 pontos, registrando um volume financeiro de R$7,427 bilhões.

Dólar oscila em queda com foco no exterior

O dólar comercial opera em queda de 0,21% contra o real, na cotação de R$5,1590 na venda, mudando de direção de olho na inflação dos EUA. Além disso, as perspectivas sobre os juros no Brasil e as tensões em Brasília também estavam no radar, embora em segundo plano.

Isto porque, o fortalecimento do CPI americano sinaliza que o Fed pode reduzir os estímulos e elevar os juros antes do previsto.

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Aliado ao aumento da Selic, os dois fatores podem convergir no câmbio local, trazendo o dólar a um nível mais próximo da realidade.

Por fim, os juros futuros apresentavam um comportamento misto, com aumento recuo nas taxas de curto prazo e aumento nos trechos intermediários e longos.

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