Economia

Boletim Macro revisa projeções do PIB e pontua os desafios da inflação

Por Fast Trade
23 maio 2022 - 16:05 | Atualizado em 23 maio 2022 - 17:26
Economia, relatório
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O  Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), afirmou, através do Boletim Macro, que as exportações de commodities devem reduzir no curto prazo. Isso porque a economia da China apresenta desaceleração e o setor de serviços deve passar por um ajuste, após contabilizar avanço acima do esperado. Sendo assim, os estímulos vindos do exterior não devem permanecer.

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No entanto, o resultado de março para os setores de serviços e varejo, que veio além do esperado, resultou também na revisão de projeção do PIB – Produto Interno Bruto. Desse modo, os números do trimestre saíram de 0,4% para 0,9% na análise de variação interanual.

Já para o ano de 2022, na revisão, o percentual subiu de 0,6% para 0,7%. Vale dizer que o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, também vai anunciar suas projeções para o PIB do trimestre na data provável de 02 de junho de 2022.

Mais sobre o Boletim Macro do FGV Ibre

De acordo com o Boletim Macro, dentro de 2022, ainda há possibilidades para a recuperação no setor de serviços para algumas atividades. Porém, o setor de varejo tende a andar na horizontal. Isso porque o consumo vindo das famílias tende a ser baixo devido a alta da inflação, e esse aperto monetário representa um problema no endividamento das famílias.

O economista José Júlio Senna, gestor do Centro de Estudos Monetários do FGV Ibre, afirma que a redução da inflação de maneira rápida e garantindo consistência é algo difícil. Além disso, o economista destaca que a questão da alta inflacionária é um obstáculo global que resulta de um problema novo: a pandemia.

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Segundo Senna, o que se vê está relacionado com a queda de credibilidade da ancora fiscal, a pressão de custos de eleições e o dólar. Soma-se a isso o preço do petróleo e das commodities  no mercado exterior – além de novas variáveis, como a cotação de petróleo que não era feita entre os anos de 2015 e 2017. Nessa época, a inflação baixou de 10% ao ano para cerca de 3%.

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