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Boletim Focus; IPC-S; PIB do Reino Unido e mais indicadores

Por Bruna Santos
09 setembro 2019 - 10:19
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

A FGV informa nesta segunda-feira (9) o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S).

Posteriormente, o Banco Central divulga o tradicional Boletim Focus e, mais tarde, dados semanais referentes à balança comercial.

Nos Estados Unidos, a expectativa é pela publicação do crédito ao consumidor.

As importações de soja da China saltaram 9,7% em agosto ante julho, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas.

Conforme publicado, esse é o maior nível em quase um ano e meio: foram 9,48 milhões de toneladas.

Sob o mesmo ponto de vista, as importações chinesas de minério de ferro também atingiram o maior nível em 19 meses.

De acordo com os dados alfandegários, o salto foi impulsionado pela recuperação da oferta de grandes mineradoras e usinas.

Em contrapartida, as importações da China de produtos americanos contraíram 22% ao ano no mesmo período. O recuo das exportações foi ainda mais acentuado: 16%.

Desse modo, o superávit comercial da China com os EUA caiu para US$ 27 bilhões em agosto.

Assim, suas exportações globais caíram 1% ao ano em agosto, a maior queda desde junho.

As importações contraíram 5,6% ao ano no mês, marcando o quarto mês seguido de declínio.

Mais tarde, a China informa os índices de preço ao consumidor (CPI), assim como o de produtos (PPI) de agosto.

No Reino Unido, a economia se estabilizou nos três meses até julho, com a contínua expansão do setor de serviços.

Por outro lado, a incerteza do Brexit continua pressionando o setor de construção e a indústria de transformação.

O PIB da região ficou inalterado nos três meses até julho, conforme dados divulgados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas.

O superávit comercial da Alemanha cresceu em julho e contabilizou 20,2 bilhões ante o mês interior, quando a região registrou o montante de 16,8 bilhões de euros.

Com esperança 

Novamente, os dados chineses têm mostrado que a sua economia tem sentido as consequências da guerra comercial – que poderá ser agravada com as novas tarifas impostas por ambos países no início do mês e que tem previstas novas taxações em outubro e dezembro. Em agosto, a China divulgou uma queda inesperada de 1 por cento de suas exportações (a previsão era de alta de 2,2 por cento), só para os EUA, os embarques de produtos chineses caíram 16 por cento. Na outra ponta, as importações caíram 5,6 por cento em base anual. Este número ficou acima do esperado, que era uma queda de 6,4 por cento. Ainda assim, o recado é claro: as duas economias já sofrem e podem sentir ainda mais os efeitos de políticas protecionistas. Para o curto prazo, a esperança fica por conta de como os bancos centrais poderão auxiliar, mesmo sabendo de sua capacidade limitada em ajudar. Para a semana, de olho na divulgação da redução do compulsório chinês, fala do BCE (banco central europeu) e sempre acompanhando os próximos passos do Fed.

Por aqui, a atenção é para como o governo irá reduzir a taxa de desemprego e ao mesmo tempo, fazer a nossa economia voltar a crescer. Na semana, radar ligado para: possíveis novas privatizações, modelos de PPPs estudados pelo governo e medidas voltadas ao emprego. Não queremos voo de galinha, mas medidas para o curto prazo devem começar a ser anunciadas para mudarmos de direção rumo ao crescimento.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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