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Boletim Focus; IBC-Br; produção industrial da zona do euro e indicadores econômicos chineses

Por Bruna Santos
14 outubro 2019 - 10:28
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Como de praxe, o Banco Central publica na manhã desta segunda-feira (14) o Boletim Focus, chamando a atenção dos investidores para as expectativas de atualizações sobre as perspectivas das principais variáveis macroeconômicas.

Além disso, a instituição divulga o IBC-Br, índice de atividade econômica referente ao mês de agosto. À tarde, saem os dados semanais da balança comercial, divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em função do feriado do Dia de Colombo nos Estados Unidos, os indicadores econômicos externos se concentram na Europa.

A produção industrial da zona do euro subiu 0,4% em agosto, frente a julho, na série com ajuste sazonal. Em contrapartida, na comparação anual com agosto de 2018, o índice contraiu 0,4% na região.

Na Alemanha, o mercado acompanhará a divulgação do Índice de Preços por Atacado (mês de setembro).

Por fim, ao final do dia (horário de Brasília), saem os dados chineses de inflação ao consumidor e ao produtor (CPI e PPI, na sigla em inglês).

Ufa, melhor do que antes

O ânimo de um pequeno acordo entre EUA e China (ufa, que alívio) deverá continuar repercutindo bem essa semana – vide as Bolsas asiáticas que já fecharam com altas expressivas. As tarifas que seriam impostas contra 250 bilhões em produtos chineses essa semana deverão ser adiadas. Porém, a euforia só não é maior porque nada foi assinado ainda e porque as tarifas previamente impostas não têm perspectiva de serem retiradas. Veja só como a balança chinesa vem sofrendo: as exportações caíram 3,2 por cento (era esperado que caísse 2,8 por cento) e as importações recuaram 8,5 por cento, ante a expectativa de queda de 6 por cento. As transações e o comércio são impactos e se a economia real segue sofrendo, o mercado financeiro encontra um limite para ampliar os ganhos.

Por aqui, o investidor fica de olho no ritmo de crescimento fraquíssimo e segue renovando expectativas de cortes na Selic. Será que o novo início de cortes começou tarde demais e mudou a ancoragem? É uma dúvida que seguiremos tendo já que a inflação não dá sinais de que será um empecilho para que os juros continuem caindo. Agora é esperar que os bancos repassem esses cortes com juros ainda menores para vermos se a economia reage com algum crescimento. Nunca é tarde lembrar que os cincos bancos brasileiros detêm 84,8 por cento mercado de crédito.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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