Criptomoedas

Bitcoin recupera o patamar de US$ 44 mil refletindo o aumento nas tensões na Ucrânia

Por Fast Trade
01 março 2022 - 13:27 | Atualizado em 01 março 2022 - 19:42

O bitcoin opera em forte alta nesta terça-feira (01), refletindo o aumento das tensões na Ucrânia após o fracasso das negociações pela paz. Com o avanço das tropas russas sobre a capital Kiev, a demanda pela criptomoeda disparou, levando a um desempenho diferente do apresentado pelos mercados acionários.

A moeda digital ganhou força após o início da tarde de ontem, quando ocorreu o rompimento da zona de resistência em US$ 40 mil. Nesse sentido, os investidores viram no ativo uma espécie de refúgio, sobretudo, após a derrocada do rublo frente ao dólar e a exclusão da Rússia do sistema financeiro internacional.

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Acima de tudo, o bitcoin também supera a performance do ouro neste momento de turbulências, servindo como um “porto seguro” altamente líquido. As negociações da criptomoeda aconteciam, em maior volume, nos países envolvidos no conflito.

Segundo informações divulgadas pela corretora Binance, o volume de rublos trocados por bitcoin atingiu o maior nível desde o final de maio de 2021. Desse modo, somente nas últimas 24 horas, a plataforma de negociação registrou cerca de US$ 6,4 milhões em negócios.

Isto porque, a moeda russa atingiu uma forte baixa em relação ao dólar americano, sendo negociada à razão de 99 rublos por US$ 1. Às 13h25 (horário de Brasília), o bitcoin subia 1,75% na cotação de R$ 225.650 (ou US$ 44.245).

Desempenho do mercado de criptos

Seguindo a tendência do bitcoin, as demais criptomoedas anotavam ganhos e a capitalização do setor voltou a rondar a faixa de US$ 2 trilhões. Com destaque para as moedas Ethereum (+ 0,60%) e Dogecoin (+1,11%), que apresentavam os melhores desempenhos.

Apesar de vivenciar um momento externo de intensa volatilidade, este será um momento de teste para o setor, considerando a grande migração de fluxo de recursos para o segmento.

Por sua vez, o mercado de criptos viverá uma espécie de teste, conforme apontam os especialistas. A verificação da resiliência destes ativos pode fornecer detalhes sobre o crescimento, a segurança e o nível de proteção que as moedas digitais oferecem aos investidores.

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Por fim, a QCP Capital publicou um estudo que reforça a postura de cautela em relação aos ativos digitais. Segundo a empresa de trading de criptos, as condições são similares às de 21 anos atrás, no conflito do Afeganistão, e podem fazer o mesmo movimento: alcançar a máxima e retomar um rali de queda duradouro.

“Na guerra do Afeganistão, os mercados presenciaram uma alta que durou três meses, antes de retomar a tendência de queda e, enfim, fazer mínimas menores do que na época da invasão.”

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