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Bitcoin avança mais de 2% com forte apetite ao risco após as declarações de Powell

Por Fast Trade
12 janeiro 2022 - 15:47 | Atualizado em 12 janeiro 2022 - 16:30
Bitcoin renova seu recorde

Em sintonia com o mercado acionário, o Bitcoin operava em alta nesta quarta-feira (12), fazendo uma sessão de forte apetite ao risco. Na esteira da moeda digital, os demais criptoativos registravam ganhos, devolvendo parte da correção vista nos últimos dias.

Os investidores reagiram bem ao tom moderado que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, utilizou para justificar as diretrizes de política monetária. Isto porque, ele reforçou a necessidade de elevação dos juros para conter a inflação, mas garantiu que ainda não há uma data para o início do ciclo de aperto.

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Esta postura, acima de tudo, minimizou o cenário de incertezas frente a uma possível elevação dos juros já a partir de março. Com o fortalecimento da economia dos EUA, diversos analistas passaram a trabalhar com três ou quatro altas nas taxas ao longo de 2022, certamente, prevendo uma intervenção mais ostensiva.

No entanto, a inflação do ano passado fechou em linha com o previsto pelo mercado, reforçando a ideia de que as diretrizes monetárias podem não ser tão contracionistas.

Às 15h45 (horário de Brasília), o Bitcoin subia 2,21% na cotação de R$ 244.701 (ou US$ 44.090). Já o Ethereum avançava 4,20% no preço de R$ 18.905 (ou US$ 3.406).

Correlação entre as criptomoedas e o mercado tradicional

Na véspera, o Fundo Monetário Internacional (FMI) deu ênfase à situação atual de correlação entre o desempenho das criptomoedas e da renda variável. Sendo considerado o “ouro dos millenials”, os ativos digitais estão perdendo a sua capacidade de atuar como porto seguro para quem deseja diversificar os investimentos.

Segundo o relatório da instituição: “Antes da pandemia, ativos como bitcoin e ethereum apresentavam pouca correlação com os principais índices de ações. Eles foram pensados para ajudar a diversificar o risco e atuar como uma proteção contra oscilações em outras classes de ativos. Mas isso mudou após as extraordinárias respostas à crise dos bancos centrais”.

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Nesse sentido, o FMI informou que o coeficiente de correlação entre o bitcoin e o S&P 500 era 0,01 entre 2017 e 2019. Este número, contudo, saltou para 0,36 no período de 2020-2021, mostrando que a criptomoeda está se comportando como um perfeito ativo de risco e não como um investimento seguro, como o ouro.

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