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Bank of America revisa as recomendações de Assaí, Grupo Pão de Açúcar e Natura

Por Fast Trade
23 maio 2022 - 17:03 | Atualizado em 23 maio 2022 - 18:22
Créditos: shutterstock.com

O Bank of America (BofA) revisou suas recomendações para as empresas Assaí (ASAI3), Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) e Natura (NTCO3). Ao prever um cenário macro mais desafiador, com elevadas taxas de juros e a persistente inflação nos insumos, o banco decidiu promover ajustes nas projeções de curto prazo.

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Nesse contexto, o BofA elevou o preço-alvo dos recibos de ações (ADRs) do Assaí de US$ 17,50 para R$ 18,50, enfatizando o rating de “compra” devido à visão otimista sobre o crescimento das receitas da empresa. Assim, para as ações da varejista na B3, o preço-alvo de R$ 20 foi mantido pelo banco.

Segundo os analistas Robert E. Ford Aguilar, Melissa Byun e Vinicius Pretto, o lucro por ação da empresa deve aumentar cerca de 40% nos próximos 4 anos, apoiado pelo modelo de negócios utilizado. Em contrapartida, a revisão de alta nos preços dos ADRs reflete os efeitos previstos para o câmbio.

Avaliação e projeções para GPA e Natura

O BofA manteve a recomendação de “compra” para o Pão de Açúcar, todavia, o preço-alvo teve uma redução de R$ 28 para R$ 27. Na visão dos analistas, sob a ótica operacional, o Brasil deve começar a apresentar normalização, com a melhora nos estoques e nos níveis de alavancagem.

No entanto, o que deve impulsionar os números é a retomada da economia no Uruguai, que deve contribuir com os resultados da Éxito, um importante braço do GPA. Ademais, a equipe de análise enfatizou que a inflação deve continuar prejudicando os gastos com alimentos e demais itens discricionários, e isso deve gerar impactos, sobretudo, na população de baixa renda.

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“Inflação de alimentos de 20% na região reduz em 15% o consumo discricionário em grupos de baixa renda, nos mantendo cautelosos a empresas que atuam com eles” – explicou o relatório divulgado pelo BofA.

Por fim, o banco cortou de R$ 24 para R$ 20 o preço-alvo dos papéis da Natura, atribuindo o rating “neutro”. A recomendação leva em consideração que o custo de capital deve impactar a empresa em medida superior que as demais. Além de enxergar desafios nas operações da Avon e da The Body Shop, a queda na renda geral, certamente, deve limitar o crescimento na China.

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Bank of America revisa as recomendações de Assaí, Grupo Pão de Açúcar e Natura

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