Economia

Banco Central está trabalhando para levar a inflação à meta em 2022, disse Campos Neto

Por Fast Trade
24 novembro 2021 - 15:42 | Atualizado em 24 novembro 2021 - 16:40
Presidente do Banco Central - Economia
Presidente do Banco Central

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o Banco Central está trabalhando para levar a inflação à meta em 2022. Durante um evento promovido pelo Bank of America, o executivo reforçou o posicionamento da instituição, enfatizando que a atual conjuntura não possui precedentes.

Por isso, a prioridade da autoridade monetária continuará sendo o cumprimento da meta no ano que vem, embora as pressões inflacionárias se mostrem acentuadas. “É muito importante perseguir a meta, entendendo as limitações da crise, que quase não teve precedentes, mas entendendo que a disseminação nas cadeias de preço foi muito mais intensa” – explicou o presidente do BC.

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Segundo Campos Neto, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), as discussões abrangerão todas as variáveis que interferem neste momento. Inclusive, ele mencionou que também será levado em consideração o que está acontecendo em âmbito global.

Acima de tudo, a situação local vem chamado a atenção dos especialistas, sobretudo, porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu, no acumulado de 12 meses até outubro, o patamar de 10,67%.

No entanto, para conduzir a taxa Selic, o BC está trabalhando com pesos iguais para os anos de 2022 e 2023. Assim, as metas de inflação definidas serão 3,5% e 3,25%, respectivamente. Vale lembrar que existe um intervalo de tolerância de 1,5% para mais ou para menos nos dois períodos.

Calibragem dos efeitos da taxa de juros

O presidente do BC também afirmou que pode existir algum erro na calibragem dos efeitos defasados da alta de juros sobre a inflação. “Sempre há esse risco. É o trabalho do BC calibrar isso nas reuniões” – argumentou Campos Neto.

Ele fez essa afirmação em resposta a um questionamento sobre os impactos de elevar a taxa básica acima do nível apropriado para perseguir a meta de inflação. E acrescentou dizendo que esses desafios são enfrentados por todos os Bancos Centrais ao redor do mundo, e que a situação do Brasil não é diferente.

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Além disso, o executivo comentou que o mercado está questionando a capacidade de crescimento da economia e que, certamente, a instituição vai revisar para baixo suas projeções. “Vamos elaborar isso no Relatório Trimestral de Inflação, em duas semanas” – comunicou.

Mesmo assim, Campos Neto destacou que a combinação de desempenho da economia do país entre 2020 e 2022 mostrou um quadro bem melhor, apesar de viver o maior choque na inflação em décadas.

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