Economia

Banco Central alerta para os ativos problemáticos dos bancos

Por Fast Trade
30 abril 2020 - 16:41 | Atualizado em 30 abril 2020 - 17:43
atividade econômica (prévia do PIB); Banco Central
Foto: Arquivo Istoé

Um diagnóstico realizado pelo Banco Central mostrou que os ativos problemáticos dos bancos no crédito a pequenas e médias empresas e a pessoas físicas devem crescer mais do que na crise de 2016.

Devido aos impactos do coronavírus no setor financeiro, é provável que o setor bancário tenha que levantar cerca de R$70 bilhões para recompor seu capital.

Nesse contexto, a autoridade monetária estimou que o mercado de crédito levaria quase 3 anos para se recuperar, após a provisão catastrófica de R$395 bilhões.

Isso porque, os economistas estão analisando diferentes cenários de recessão para avaliar quais medidas serão decisivas para permitir às instituições financeiras atravessarem a crise.

Por isso, no teste de estresse apresentado no relatório, o BC procurou identificar quais setores serão os mais afetados e a repercussão de um eventual default generalizado.

Em meados de 2016, a proporção de ativos problemáticos das carteiras de crédito concedidas a pequenas e médias empresas atingiu aproximadamente 15%.

Desse modo, no decurso dos anos, o trabalho dos bancos para limpar as carteiras reduziu esse índice para 9% no final do ano passado.

Contudo, segundo relatório do BC, no cenário de pandemia e quarentenas, é provável que o volume de ativos problemáticos supere o pico registrado em 2016.

É importante destacar que quando se fala em ativos problemáticos, o relatório englobou não apenas operações em atraso, mas também aquelas em que o devedor demonstra baixa capacidade de arcar com a dívida.

No que tange às grandes empresas, o cenário para tais ativos problemáticos é considerado incerto, considerando o aumento substancial nos riscos relacionados a essas companhias.

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