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Balanços corporativos, Previdência, inflação: confira os principais destaques da semana

Por Bruna Santos
20 outubro 2019 - 10:03

Após fechar a semana em alta de 0,86%, a Bolsa contará com dias agitados entre balanços corporativos e eventos importantes. Com a aprovação unânime da cessão onerosa na CAE do Senado, o projeto segue para apreciação do plenário da Casa.

A expectativa é que sua conclusão destrave a votação da reforma da Previdência em segundo turno, prevista para essa semana. Posteriormente à aprovação da Previdência, o mercado se voltará para as reformas administrativa e tributária, bem como o pacto federativo.

Há também expectativa pela divulgação do pacote pós-Previdência, que pode ocorrer nos próximos dias, mas que complicou diante do enfrentamento entre Bolsonaro e seu partido.

Ganha força balanços corporativos do 3T19

A temporada de resultados corporativos do 3T19 ganha força na próxima terça-feira (22) e pode impactar a Bolsa de valores. Desse modo, o mercado se prepara para acompanhar com o balanço corporativo da Ambev (ABEV3), CSN (CSNA3), Lojas Renner, (LREN3) Petrobras (PETR3PETR4), Usiminas (USIM5) e Vale (VALE3).

Também em destaque no mercado corporativo, investidores acompanham as precificações das ações dos IPOs do Banco BMG e da C&A.

Prévia da inflação (IPCA-15) pode registrar alta

Além dos balanços corporativos, o investidor monitora o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação. Dados compilados pela Bloomberg indicam alta singela de 0,05% na comparação mensal.

Se confirmado, o resultado derrubaria o dado acumulado de 12 meses para 2,68% e pode reforçar a projeção de queda da Selic para abaixo de 4,5% nos próximos meses.

Lá fora, os PMIs manufaturas e de serviços e pedidos às fábricas nos EUA ganham destaque, assim como na zona do euro.

Brexit e a nova derrota do primeiro-ministro Boris Johnson

O Parlamento do Reino Unido aprovou no sábado (19) uma emenda que obriga o governo britânico a adiar o Brexit. Atualmente, o prazo é 31 de outubro, contudo, com a decisão, pode ser adiado para 31 de janeiro de 2020. Assim sendo, o imbróglio continua e não há certeza se haverá um Brexit sem acordo ou se Johnson vai adiar.

De acordo com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, Johnson, enviou a carta exigida por lei para o adiamento. Além da carta, que não foi assinado pelo premier por ser contra, foi anexado outro documento ressaltando que o adiamento seria um erro “profundamente corrosivo” e “prejudicaria os interesses” do país e dos parceiros da UE.


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