Economia

Balança comercial tem superávit recorde em julho

Por Fast Trade
04 agosto 2020 - 07:00 | Atualizado em 01 setembro 2020 - 15:18
superávit da balança comercial

A balança comercial brasileira renovou o recorde apurado em maio de 2017, de US$ 7,7 bilhões, e registrou US$ 8,1 bilhões em julho deste ano.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, esse recorde do superávit mensal considera toda a série histórica iniciada em 1989.

Esse recorde é resultado de US$ 19,6 bilhões em exportações e US$ 11,5 bilhões de importações, totalizando uma corrente de comércio de US$ 31,1 bilhões.

Apesar do superávit histórico, conforme publicou a Secex na véspera (3), houve queda de 2,9% das exportações na comparação anual de julho do ano passado.

Na avaliação da secretaria, a queda (ante os US$ 20,2 bilhões de julho/2019) é um reflexo da redução de 14,7% nos preços dos bens exportados.

Do mesmo modo, as importações declinaram na comparação anual (-35%), quando foi apurado US$ 17,8 bilhões, impactadas pela redução dos preços (-7%) e quantidades (-27,7%).

Esses números, no entanto, representam um disparo de 237,1% de julho deste ano frente ao do ano anterior, que foi de US$ 2,4 bilhões.

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“Temos uma balança comercial muito formatada de acordo com o que vem acontecendo no cenário externo”, comentou o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.

O embarque de todas as categorias de produtos exportados cresceu com a redução dos preços.

Nesse contexto, destaque para a indústria extrativa mineral (+41,2%) e da agropecuária (+21,1%) em termos de quantidades.

Em contrapartida, os preços mostraram decréscimo, sobretudo na indústria extrativa (-28,5%) e na indústria de transformação (-13%).

Por outro lado, a Secex reportou redução no quantum das importações, principalmente na indústria extrativa (-51,6%) e na de transformação (-20,9%).

Houve também uma redução nos preços da indústria extrativa (-19,5%), da agropecuária (-11%) e das indústrias de transformação (-7,4%).

2020

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Com o resultado de julho, a balança comercial 2020 acumula um saldo de US$ 30,4 bilhões, isto é, alta de 8,2% sobre os US$ 28,1 bilhões apurados no mesmo período de 2019.

O comparativo mostra ainda um declínio nas exportações (-6,4%), para US$ 121,3 bilhões, e nas importações (-10,5%), para US$ 90,9 bilhões.

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Agropecuária

Protagonista no resultado recorde da balança comercial brasileira de julho, a agropecuária disparou 20,5% em relação aos embarques do ano passado.

De acordo com o secretário Lucas Ferraz em coletiva, esses números refletem “a alta resiliência das exportações da agropecuária e do agronegócio em geral”.

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Ontem, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou o desempenho do agronegócio como responsável por amenizar a queda da economia diante da crise.

Ele participou do  Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (CBA) e B3, que discutiu o cenário da macroeconomia afetada pela pandemia.

Leia mais sobre o assunto aqui e veja a estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a produção de grãos do agronegócio.

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Estimativas para a balança comercial

Por fim, Ferraz prevê que até o final deste ano o contexto macroeconômico pode melhorar até mesmo para as exportações dos manufaturados.

Ele destacou a expectativa de uma consolidação da recuperação nos Estados Unidos e na Europa, nações ainda “envoltas de um ambiente de incertezas muito grande”.

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Caso a recuperação se consolide na segunda metade do ano, é possível que a performance das exportações industriais também melhore, segundo avaliou o secretário.

Assim sendo, a secretaria do Ministério da Economia estima, para o final deste ano, uma redução de 10,1% para as exportações e de 17% nas importações, na comparação com 2019.

Veja os dados completos da balança comercial de julho de 2020, mas também a coletiva de imprensa celebrada na segunda-feira (3).

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