Economia

Balança comercial tem superávit de US$ 719,2 milhões na segunda semana de março

Por Fast Trade
16 março 2021 - 07:00 | Atualizado em 16 março 2021 - 07:31
superávit da balança comercial

De acordo com o Ministério da Economia, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 719,2 milhões na segunda semana de março.

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Conforme o levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o resultado advém dos US$ 5,368 bilhões exportados e dos US$ 4,649 bilhões importados.

Ao mesmo tempo, a Pasta econômica do governo apurou uma corrente de comércio de US$ 10,016 bilhões. Com isso, as exportações cresceram 30,5% no acumulado das duas parciais de março, totalizando US$ 10,88 bilhões.

Em paralelo, as importações dispararam 61,8% ante as duas primeiras semanas de março do ano passado, para US$ 10,67 bilhões.

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No acumulado do mês, a balança acumulou superávit de US$ 207,6 milhões e corrente de comércio de US$ 21,56 bilhões (+44,3%). 

Como resultado, a balança comercial do Brasil totalizou um superávit de US$ 374 milhões entre janeiro e a segunda semana de março. Nesse sentido, a corrente de comércio foi de US$ 83,651 bilhões.

Além disso, as exportações somaram US$ 42,013 bilhões (+12,1% na comparação anual pela média diária). Por sua vez, as importações avançaram 22,4% na mesma base de comparação, para US$ 41,639 bilhões.

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Exportações

Na comparação entre a média diária até a segunda semana deste mês com a de março de 2020, a alta das exportações foi puxada, acima de tudo, pelo aumento nas vendas da indústria extrativista (94,1%).

O grupo foi impulsionado, principalmente, pelas vendas dos minérios de cobre e seus concentrados (271,4%), entre outros.

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Assim também, as exportações cresceram na comparação anual em decorrência do aumento das vendas da agropecuária (22%).

Entre os destaques do segmento, atenção para as vendas do trigo e centeio não moídos (+99%), algodão em bruto (+69,3%) e outros.

Em relação às vendas dos produtos da indústria de transformação, a alta (+11,4%) foi catapultada pelas obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (+237,7%), alumina e óxido de alumínio (+57,4%), entre outros.

Importações na balança comercial

A disparada das importações na mesma base de comparação foi sustentada, em primeiro lugar, pela indústria de transformação (66,8%).

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Do mesmo modo, os produtos da agropecuária aumentaram (+10,1%). Em contrapartida, as compras de produtos da indústria extrativista recuaram (-38,8%).

No caso da indústria de transformação, as importações das entradas de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (2.388,4%) foram destaque.

Em paralelo, cresceram as compras de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+39,6%), entre outros.

Já na agropecuária, o aumento das importações foi impulsionado pelas compras da soja (127,2%), cacau em bruto ou torrado (65,8%) e mais.

Em meados de agosto do ano passado, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, chegou a declarar que “o agronegócio foi o motor da economia e conseguiu não deixar nosso PIB cair [mais que o previsto]”.

Sobre o PIB do agronegócio, a Confederação da Agricultura Pecuária do Brasil (CNA) indicou alta recorde de 24,31% em 2020. Confira.

Por fim, veja os principais resultados da balança comercial e continue acompanhando o portal Fast Trade para mais destaques econômicos.

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