Economia

Balança comercial registra déficit de US$ 1,1 bilhão em janeiro

Por Fast Trade
02 fevereiro 2021 - 08:00 | Atualizado em 02 fevereiro 2021 - 08:34
balança comercial

A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 1,125 bilhão em janeiro, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME). Surpreendentemente, o saldo – ainda que negativo – supera o montante verificado em janeiro do ano passado (-US$ 1,684 bilhão).

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Vale destacar que, no período, a pandemia ainda não havia se instaurado no Brasil, embora já se soubesse sobre a doença. Um déficit acontece quando o valor importado supera o valor exportado. Em contrapartida, quando as exportações superam as importações é denominado “superávit”.

Em janeiro, o déficit apurado é resultado de US$ 14,808 bilhões exportados e de US$ 15,933 bilhões importados.

De acordo com a Pasta econômica, o valor das exportações cresceu 12,4% na passagem de janeiro de 2020 para o mesmo período de 2021. Ao mesmo tempo, as importações avançaram 8,3%, ambos levando em consideração a média por dia útil.

Além disso, a secretaria destacou que o Brasil abriu o ano corrente com alta de 10,2% na corrente de comércio. Englobando a soma das exportações e importações, a corrente de comércio contabilizou US$ 30,74 bilhões em janeiro.

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Exportações

Em primeiro lugar, o aumento das exportações foi impulsionado pela alta dos preços, mas também por uma base de comparação mais baixa. Nesse sentido, destaca-se que em janeiro do ano passado houve uma queda de quase 20% nas vendas externas.

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Segundo a publicação do Ministério da Economia, o decréscimo foi puxado principalmente pelas vendas mais fracas à China. Embora o Brasil ainda estivesse apenas monitorando a doença em janeiro do ano passado, a China foi o primeiro país a sofrer com a pandemia.

O preço, no entanto, “vem reagindo”, segundo o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

“Ao contrário do ano passado, em que tivemos queda de preços durante todo o ano, agora começamos o ano com crescimento”, completou.

Esse avanço foi liderado pela indústria extrativa, que registrou alta de 35,3% (US$ 4,53 bilhões), e pela indústria de transformação (+6%, para US$ 8,53 bilhões).

Na contramão, as exportações do setor agropecuário (US$ 1,67 bilhão) contraíram 2,6% na passagem de janeiro de 2020 para o mesmo mês de 2021.

“Estamos na entressafra e tivemos um baixo movimento de soja em janeiro. Provavelmente, os maiores movimentos vão ocorrer mais pra frente neste ano”, comentou o subsecretário.

Por outro lado, a balança comercial anotou um recuo de 2% na quantidade exportada, sobretudo por causa do declínio nas vendas do setor agropecuário (-25,4%).

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Importações

O salto das importações aconteceu principalmente devido ao crescimento da demanda interna por produtos importados.

Ao contrário das exportações da balança comercial, houve alta nas importações de todos os setores: agropecuário (+22,3%), indústria extrativa (+7,6%) e indústria de transformação (+6,5%).

“Observamos uma linha ascendente das importações desde junho, e janeiro começamos com um volume importado mais alto”, disse Brandão.

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Mercados: destinos e origens da balança comercial

Destaque, as exportações para a Argentina cresceram 41,1% e somaram US$ 0,76 bilhões em janeiro de 2021.

Em paralelo, as importações avançaram 30,2% (US$ 0,78 bilhões), marcando um déficit de US$ -0,02 bilhões na balança comercial com este parceiro.

Já a participação da China, Hong Kong e Macau, somaram US$ 4,18 bilhões (+19,4%), enquanto as importações totalizaram US$ 3,46 bilhões (-26,1%).

Como resultado, a balança comercial com este parceiro anotou superávit de US$ 0,72 bilhões.

Além disso, a participação dos EUA nas exportações da balança comercial brasileira contraiu de 11,1% em janeiro de 2020 para 9,5% em janeiro de 2021.

Por fim, a União Europeia recuou 5,6% usando essa mesma base de comparação, passando de 14,8% para 12,4%.

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