Economia

Balança comercial, minério, confiança do comércio e IPO

Por Fast Trade
28 julho 2020 - 07:30 | Atualizado em 28 julho 2020 - 09:36

A balança comercial brasileira registrou mais um superávit comercial em julho, desta vez de US$ 1,836 bilhão entre os dias 20 a 26 de 2020. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, o montante é resultado dos US$ 4,540 bilhões exportados e US$ 2,704 bilhões importados.

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No acumulado do ano, as exportações já acumulam US$ 117.321 bilhões, seguidas das importações, com US$ 88.572 bilhões. Desse modo, o superávit da balança comercial já chega a US$ 28.749 bilhões e corrente de comércio de US$ 205.893 bilhões de janeiro a julho.

Esse saldo positivo (exportações: US$ 117,321 bilhões e importações de US$ 88,572 bilhões), no entanto, está 2,8% abaixo do apurado no mesmo período do ano passado.

A média diária das exportações na comparação anual declinou 1,1%, decorrente da diminuição nas vendas de produtos da Indústria de Transformação (-10,3%). Em contrapartida, houve aumento de 22,2% nas vendas dos produtos agropecuários e 0,4% na Indústria Extrativa.

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Além disso, a média diária das importações até a quarta semana de julho (US$ 509,74 milhões) ficou -34,0% abaixo da média de julho de 2019. Nesse contexto, houve queda 32,8% em produtos da Indústria de Transformação, de 57,3% em Indústria Extrativa e avanço de 0,4% em agropecuária.

Confira os dados completos da balança comercial

Minério

Na esteira do superávit da balança comercial, o minério de ferro tem chamado a atenção conforme seu volume diário permanece acima do apurado em 2019.

Com base nos dados da Secex, a Reuters indicou que as exportações da commodity podem bater o maior patamar mensal em quase dois anos.

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Até a quarta semana de julho, as vendas externas do minério de ferro somaram 1,498 milhão de toneladas por dia. Já até a quarta semana de julho de 2019, as vendas externas da commodity haviam somado 1,488 milhão.

Isso representa embarques totais de 26,98 milhões de toneladas neste mês, que contou com 18 dias úteis, contra 34,22 milhões de toneladas em julho passado, em 23 dias úteis.

Com a manutenção do ritmo, as exportações do minério de ferro fechariam o mês em 34,47 milhões de toneladas, acima do mesmo mês de 2019. Os cálculos são da Reuters, que indicou ainda que o volume também seria o maior desde as 34,6 milhões de maio de 2018.

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Comércio

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas manteve a trajetória de recuperação em julho e subiu 1,7 ponto. Desse modo, o indicador saiu dos 84,4 para 86,1 pontos, apurando o terceiro salto consecutivo, embora o avanço tenha sido menos intenso.

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Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 8,3 pontos, após quatro quedas consecutivas, “influenciado por mais uma alta do índice que mede a percepção com o momento presente e acomodação do indicador de expectativas, que tinha avançado mais no último mês”, segundo o Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE, Rodolpho Tobler.

Portanto, ainda é preciso cautela para interpretar o resultado, já que houve recuperação de apenas 65% do que foi perdido com a pandemia.

IPO da Pague Menos

Por fim, a rede de drogarias Pague Menos (PGMN3) pode levantar mais de R$ 1 bilhão em sua oferta inicial de ações (IPO).

O prospecto preliminar da oferta publicado na véspera (27) mostrou que a estimativa é que cada ação seja vendida entre R$ 10,22 e R$ 12,54. Além das 87.873.463 ações que serão ofertadas, há a possibilidade de que um lote suplementar de 13.181.019 papéis seja acrescido.

Assim, caso a empresa venda todas as ações pela média da faixa estimada (R$ 11,38/ação), a oferta movimentaria aproximadamente R$ 1,3 bilhão.

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