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Baixa volatilidade dos índices em Wall Street alcança recorde dos anos 90

Por Bruna Santos
18 fevereiro 2019 - 09:22

Depois de apresentar a maior sequência de altas da história em 2018, o índice VIX, que mensura a volatilidade do mercado financeiro dos EUA, renovou as mínimas na sessão de sexta-feira e fechou em queda de 8,08%. Registrando a oitava semana de baixa, o recuo foi de 5,15%, para a faixa de 14,91. O cálculo é realizado com base em preços médios das opções de compra e venda de ações do S&P 500, que é o índice de referência em Wall Street.

A redução no VIX sinaliza que o patamar de risco em relação à uma possível desvalorização dos ativos americanos permanecerá em baixa nas próximas semanas, o que provavelmente será acompanhado de ganhos nas Bolsas de valores.

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A atual sequência de quedas do índice de volatilidade começou na semana do Natal e vem apurando baixas, até alcançar o mesmo patamar registrado entre outubro e dezembro de 1992. A diferença é que até agora, o VIX acumulou uma redução de 50,48% e, na época, a queda acumulada chegou a 42,42%.

A visão do mercado em relação ao medo melhorou junto às expectativas de que EUA e China estejam mais próximos de um acordo comercial, que solucione todos os impasses sobre o comércio exterior entre os dois países. Em acréscimo, a temporada de balanços corporativos trouxe bons resultados, fazendo reascender nos investidores a esperança de continuidade do crescimento da economia americana.

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No pregão da última sexta-feira (15), o S&P 500 subiu 1,09%, aos 2.775 pontos, o Dow Jones disparou 1,74%, aos 25.883 pontos e o Nasdaq Composto aumentou 0,63%, aos 7.472 pontos. Na semana passada, o S&P 500 avançou 2,50%, o Dow Jones teve alta de 3,09% e o Nasdaq Composto somou 2,39%.

Para os analistas, ainda há dúvidas sobre a real possibilidade de maior baixa no índice VIX, uma vez que para ser considerado em declínio, o desempenho precisa estar consistentemente abaixo de 15, do contrário, poderá apreciar nova onda de alta a qualquer momento. Segundo Morgan Stanley, a queda da volatilidade ocorre diante de menor percepção de aperto monetário, o que pode ser visto na piora dos dados macroeconômicos divulgados recentemente.

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Mas se a situação durar muito tempo, haverá nova alta das medidas de volatilidade devido ao aumento do clima de aversão ao risco. Por isso, deve-se ter muita cautela ao apostar em projeções de baixas na volatilidade no longo prazo.


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