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B3 passará a listar novos fundos de investimentos, diz jornal

Por Fast Trade
06 julho 2020 - 08:00 | Atualizado em 06 julho 2020 - 08:37
ações da B3; B3SA3

Os fundos de investimentos de infraestrutura (FI-Infra) e de recebíveis (FIDC) passarão a ser listados na B3, a Bolsa de Valores Brasileira. De acordo com o Valor Econômico, um ofício circular será distribuído hoje ao mercado.

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A ideia é que as cotas dos novos fundos de investimentos fiquem disponíveis para negociação, assim como ocorre com ações e fundos imobiliários.

Segundo reportagem do Valor, a iniciativa responde a uma demanda de corretoras e gestoras de recursos para dar aos investidores que ficavam presos a estruturas a longo prazo, em fundos fechados, uma espécie de saída.

“É uma alternativa para vender as cotas no secundário antes do vencimento”, avaliou a gerente de produtos “cash equities” da B3, Marielle Brugnari.

A liquidação desses fundos de investimentos será em dois dias após a transação no ambiente Bolsa, passando a conversar com outros ativos negociados.

Além disso, a B3 atuará como contraparte central dos negócios desses fundos, isto é, na hipótese de algum erro, caso não haja a cota na custódia, a Bolsa de Valores se responsabilizará pela entrega dos ativos para depois acionar as garantias do lado que não honrou o compromisso. Essa atuação já é prevista nos demais produtos listados na B3.

FI-Infra

A princípio, o ambiente dedicado aos FI-Infra ficará pronto para futuras ofertas públicas, sem nenhum fundo listado. De acordo com o boletim do Ministério da Economia, as carteiras com debêntures de infraestrutura reuniam R$ 15,7 bilhões ao final de abril.

Fundos de investimentos de recebíveis

Anteriormente disponíveis apenas para negociação de balcão, os FIDCs também passarão a integrar o ambiente Bolsa. No total, o segmento reúne um patrimônio de R$ 184,2 bilhões, segundo a Anbima.

Hoje, apenas investidores com mais de R$ 1 milhão em patrimônio financeiro, ou profissionais com mais de R$ 10 milhões, podem adquirir cotas de FIDC. Contudo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revisa as regras da modalidade e pode permitir, em alguns casos, o alcance para o público de varejo.

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