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AZUL4: Azul registrou em 2020 o maior prejuízo da história

Por Fast Trade
05 março 2021 - 10:17 | Atualizado em 05 março 2021 - 10:30
Azul (AZUL4)

O prejuízo da Azul (AZUL4) em 2020, ano marcado pela pandemia que castigou o setor de turismo, superou em 4x o resultado negativo de 2019.

Conforme o release da companhia aérea, seu prejuízo líquido foi de R$ 10.834,7 bilhões no período. Anteriormente, a empresa havia reportado um prejuízo de R$ 2,4 bilhões em 2019.

Por outro lado, o prejuízo anual da empresa seria de R$ 4,6 bilhões em termos ajustados. Ainda de acordo com as demonstrações financeiras da Azul, sua receita tombou 50% na mesma base de comparação.

Assim sendo, a receita da aérea contraiu de R$ 11,4 milhões para R$ 5,74 bilhões, a menor desde 2013. Ao mesmo tempo, a aérea reportou outros números para a receita (R$ 5,79 bilhões), mas também para o prejuízo líquido (R$ 10,17 bilhões).

Nesse sentido, a empresa que foi duramente afetada pela pandemia sinalizou que, em termos ajustados, o prejuízo líquido anual seria de R$ 4,6 bilhões.

Destaque positivo

Em contrapartida, a Azul atingiu sua maior posição de liquidez na história ao final do último trimestre do ano passado.

A Liquidez imediata, incluindo caixa, equivalentes de caixa, investimentos de curto prazo e contas a receber, disparou para R$4,0 bilhões.

Assim sendo, o indicador rompeu até mesmo a estimativa anterior de R$3,9 bilhões.

“Há um ano, tínhamos R$ 2,3 bilhões em caixa, sem nenhuma expectativa de vacina no horizonte e com apenas 70 voos por dia”, destacou.

Agora, “um ano depois, temos R$4 bilhões em caixa e 220 milhões de vacinas previstas para chegarem nos próximos quatro meses”.

Além disso, a empresa já opera mais de 700 voos diários, embora a demanda total por voos da AZUL4 em janeiro tenha recuado 31%.

Acesse a íntegra do balanço corporativo da companhia aérea.

Demanda total por voos da AZUL4 em janeiro caiu 31% A/A

“A Azul começa 2021 fortemente posicionada, mas também estamos cientes de que a incerteza continua e, portanto, devemos manter uma forte disciplina sobre capacidade, custos e caixa”, comentou John Rodgerson, CEO da Azul.

Após a queda abrupta nas operações, a empresa já está voando para 117 destinos em março, ou seja, +92 cidades em 10 meses.

Em janeiro, a demanda total por voos da companhia aérea foi pressionada pelos impactos da pandemia. Na passagem de janeiro de 2020, para janeiro de 2021, a queda foi de 31%, para 2,293 milhões de passageiros.

Vale destacar que em janeiro do ano passado o Brasil ainda não enfrentava os efeitos da pandemia. A partir de março do ano passado, no entanto, o setor aéreo teve suas operações praticamente congeladas, na esteira das medidas de isolamento social.

Atualmente, as operações domésticas da AZUL4 indicam terem voltado para níveis mais próximos aos de 2020. Em contrapartida, a demanda das operações internacionais em janeiro despencou 86,4%.

De acordo com a Folha de S. Paulo, o Brasil é o 2º país com mais barreiras de entrada no exterior em decorrência da pandemia.

No total, o país se tornou alvo de 17 restrições, conforme os dados apurados junto ao Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos). O acesso aos Estados Unidos, por exemplo, segue proibido desde maio do ano passado.

Na contramão, o Brasil passou a impedir a entrada de passageiros que tenham estado na África do Sul e no Reino Unido nos últimos 14 dias – com ressalvas para os cidadãos e residentes brasileiros, mas eles devem cumprir alguns procedimentos como apresentar teste negativo de covid, bem como cumprir quarentena após a chegada.


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