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Azul reporta prejuízo líquido de R$ 945,7 milhões no 4T21, revertendo lucros anteriores

Por Fast Trade
24 fevereiro 2022 - 12:25 | Atualizado em 24 fevereiro 2022 - 12:56
Azul (AZUL4)

A Azul divulgou os resultados do quarto trimestre de 2021 com um prejuízo líquido de R$ 945,7 milhões, mostrando os impactos do câmbio e das despesas financeiras. Este valor equivale à reversão do lucro de R$ 543,4 milhões reportados no mesmo intervalo de 2020.

Apesar disso, a empresa aérea conseguiu expandir em 43,8% a sua operação no período, chegando a transportar o equivalente a 7,1 milhões de passageiros. No ano, a Azul contabilizou um prejuízo líquido aos sócios da controladora no valor de R$ 4,2 bilhões, o que representa uma redução de 61% no resultado negativo em relação ao registrado no exercício anterior.

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Mesmo assim, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 432,5%, totalizando R$ 1,03 bilhão. A margem Ebitda também foi expressiva, subindo 16,7 pontos percentuais, para 27,5% no trimestre sob análise.

De acordo com a Azul, entre outubro e dezembro, houve um ganho de R$ 104,5 milhões em eventos “não recorrentes” e que contribuíram com o balanço. Nesse sentido, a companhia destacou que ocorreu uma reversão parcial do “impairment” de E1s devidos ao uso prolongado das aeronaves e que foram compensados com outras provisões não monetárias.

Vale lembrar que a empresa conseguiu alcançar um recorde na receita registrada no trimestre, no total de R$ 3,7 bilhões, em um salto de 109% em comparação a igual período do ano anterior. Acima de tudo, o aumento nas tarifas foi o principal catalisador deste número, puxando a receita anual para R$ 9,98 bilhões.

Resultado financeiro, custo operacional e demanda da Azul

O resultado financeiro líquido da Azul ficou negativo em R$ 1,47 bilhões, muito acima dos R$ 618 milhões registrados no quarto trimestre de 2020. Este número foi impactado pela variação monetária e pelo salto nas despesas financeiras.

Além disso, o custo operacional teve um crescimento de 33% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior, considerado o custo dividido pelo total de assentos-quilômetros oferecidos. O custo com combustível de aviação subiu 40,8%, totalizando R$ 1,171 bilhão, acompanhando o reajuste nos preços dos derivados do petróleo.

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Entre outubro e dezembro, a empresa aérea teve um crescimento de 16,4% na demanda doméstica de voos em comparação a 2019, no período pré-pandemia. Contudo, em relação a 2020, o aumento foi de R$ 46,9%, considerando que o mercado sofreu com as medidas de restrição.

Por fim, a taxa de ocupação das aeronaves foi de 82,2% no último trimestre do ano passado, cerca de 1,2% abaixo do registrado em 2019. A tarifa média foi de R$ 474,4, o que representa um aumento de 54,6% em relação a 2020, sinalizando uma forte recuperação nos preços.

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