Mercados

Avanço da Covid-19 deixa índices globais voláteis

Por Fast Trade
14 julho 2020 - 08:46 | Atualizado em 14 julho 2020 - 10:06
indicadores econômicos

Os índices globais vivem um período volátil, entre as notícias de novos casos de coronavírus e indicadores econômicos que refletem o começo da retomada econômica.

Na véspera, as Bolsas do continente asiático fecharam majoritariamente em terreno positivo, refletindo a nova temporada de resultados corporativos dos Estados Unidos.

Hoje, contudo, a queda foi generalizada, mesmo após a divulgação de indicadores positivos referentes a balança comercial chinesa, pressionados pelo avanço da pandemia da Covid-19.

Além disso, os desacordos entre Washington e Pequim voltam a pesar no recente apetite por risco, derrubando o índice acionário japonês Nikkei em -0,87%.

O Hang Seng apurou um decréscimo de 1,14% em Hong Kong, seguido do chinês Xangai Composto, que recuou 0,83% no pregão.

Índices globais na Europa e Estados Unidos operam em direções opostas

Em um pregão marcado pela aversão ao risco na Europa, o DAX, de Frankfurt, amargava queda de 1,35% às 8h45, e o CAC 40, de Paris, declinava 1,49%.

O mercado reflete o alerta do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ontem (13), ele disse que vários países “estão indo na direção errada” na pandemia. Ghebreyesus ainda explicou que o avanço dos casos pode comprometer os ganhos em termos de controle do surto conquistado com o fechamento dos mercados.

Embora o governo da Califórnia tenha anunciado que vai fechar operações internas em estabelecimentos como bares e restaurantes, os futuros-norte americanos sobem.

Nesta terça, o do Dow Jones futuro subia 0,62% às 8h43, seguido do S&P 500, que registrava valorização de 0,44%.

Agenda econômica global

Por aqui, o destaque econômico é a divulgação do IBC-Br, pelo Banco Central, referente a maio.

Ainda no radar local, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o Congresso Nacional terá que discutir a criação de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF.

Nos Estados Unidos, o investidor monitora o IPC de junho, mas também o pronunciamento do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard.

Mais cedo, o Reino Unido divulgou que seu Produto Interno Bruto (PIB) referente ao mês de maio teve alta de 1,8%, ficando abaixo da expectativa.


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