HomeMercados

Ataques iranianos em base que abriga forças dos EUA abala mercados e outros destaques

Por Bruna Santos
08 janeiro 2020 - 09:39

O Irã retaliou com mísseis as forças lideradas pelos EUA no Iraque na madrugada de hoje (horário local).

“A feroz vingança da Guarda Revolucionária começou”, anunciou a milícia por rede social. Segundo militares americanos, foram disparados mais de uma dúzia de mísseis balísticos do território iraniano.

A escalada militar eleva o risco de uma guerra mais ampla no Oriente Médio e abala os principais mercados globais.

Na noite de ontem, o petróleo tinha alta de mais de 5% e as Bolsas asiáticas operaram em forte queda.

Uma guerra provavelmente prejudicaria o fornecimento global de petróleo e tem potencial de afetar o combustível no Brasil, por exemplo.

De acordo com o Valor Econômico, outros ativos globais devem seguir o mesmo caminho e ser afetados pelos ataques iranianos.

O presidente Donald Trump tuitou uma resposta afirmando que “tudo está bem“. Ele prometeu uma declaração nesta quarta-feira de manhã.

Os mercados financeiros estão receosos com a possibilidade de haver um conflito mais grave entre Estados Unidos e Irã.

Entre os indicadores econômicos, o índice de sentimento econômico da zona do euro, medidor da confiança de setores corporativos e dos consumidores, subiu de 101,2 em novembro para 101,5 em dezembro, conforme dados publicados pela Comissão Europeia.

Na Alemanha, as encomendas à indústria contraíram 1,3% em novembro (2019) ante outubro, segundo dados com ajustes sazonais da Destatis.

Por aqui, saem a Inflação medida pelo IGP-DI (dezembro) assim como o Índice de Preços ao Produtor (novembro).

Um dia tudo está bem, no outro a crise é iminente. Prepare-se, os próximos dias serão assim com muita volatilidade devido ao momento incerto que estamos. Ontem, o Irã disparou mais de doze mísseis balísticos contra duas bases americanas no Iraque. Por ora, não há vítimas confirmadas. Agora, aguardamos o pronunciamento que será feito por Donald Trump e que já foi prometido em sua conta no Twitter, que ao menos deverá ser suavizado após o comentário do aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo iraniano de que “Não buscamos escalar o conflito, tampouco uma guerra, mas nos defenderemos contra qualquer agressão” e que também foi bem cuidadoso por não ter deixado atingir nenhum americano.

O Irã cobrou explicações das autoridades brasileiras sobre a posição do Brasil, que se manifestou favorável ao ataque americano contra o general (apesar nem chegar a um acordo sobre qual é a patente, já que Bolsonaro manifestou dúvidas se Qassim Suleimani era mesmo general ou não), mas depois aliviou dizendo que não significa uma manifestação contra o país. Agora, é hora de aguardar o pronunciamento de Trump para vermos realmente qual será a direção dos ativos no dia. Por enquanto: cautela e oscilação.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

Confira mais destaques desta quarta-feira.

Coaf: lei que transfere o órgão para Banco Central é sancionada

Sem vetos, o presidente Jair Bolsonaro sancionou na véspera (7) a lei que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central.

A expectativa é que o texto seja publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial da União (DOU).

Além de reestruturar o órgão, o texto aprovado pelo Senado em 17 de dezembro mantém as alterações efetuadas pelo Congresso sobre a medida provisória (MP) proposta pelo governo.

Originalmente, a MP previa, por exemplo, a alteração do nome do órgão para Unidade de Inteligência Financeira (UIF).

Após o parecer do relator e deputado, Reinhold Stephanes Júnior (PSD-PR), o nome original foi mantido.

A principal mudança imposta no Legislativo para uma proposta do governo foi ter barrado a possibilidade de indicar para os cargos de conselheiro não integrantes do serviço público.

Essa medida foi rechaçada por ter sido considerada uma brecha para indicações políticas e não técnicas ao Coaf.

Primeiramente, o órgão inaugurou o governo Bolsonaro sob a tutela do Ministério da Justiça, pasta comandada pelo ministro Sergio Moro.

Em seguida, o Coaf foi transferido para o Banco Central em meio a uma série de polêmicas e até mesmo uma investigação feita pelo órgão contra um dos filhos do presidente, o senador Flavio Bolsonaro (sem partido-RJ).

Com a sanção, o Coaf manterá sua estrutura de plenário; serão 12 integrantes e a responsabilidade de produzir e gerir informações de inteligência financeira para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro.

Se pudesse, Bolsonaro privatizaria os Correios imediatamente

A fim de realizar todas as privatizações adequadas até o final de seu governo, se pudesse, o presidente Jair Bolsonaro privatizaria os Correios imediatamente, afirmou em briefing à imprensa o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros.

De acordo com o porta-voz, Bolsonaro vai se empenhar para vender não apenas os Correios, mas as demais estatais previstas.

Segundo ele, as privatizações são “cláusulas pétreas” que o governo federal vem continuamente apresentando à sociedade.

Ainda assim, a gestão Bolsonaro não vai recuar delas, uma vez que o Estado é muito pesado.

Acima de tudo, sobre a afirmativa de que Bolsonaro privatizaria os Correios imediatamente se pudesse, Rêgo Barros destacou que houve uma qualificação no âmbito do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) com o propósito de “possibilitar a realização de estudos e possibilidade de parcerias com a iniciativa privada para propor ganhos de eficiência e garantir sua sustentabilidade financeira”.

Posteriormente, o porta-voz da Presidência reiterou à imprensa o apoio de Bolsonaro ao autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó.

Atualmente, Guaidó vive impasses com forças de segurança venezuelanas, desde que o governista Partido Socialista instalou uma liderança parlamentar rival.

No que diz respeito a crise EUA-Irã, culminada pela ordem de execução oriunda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o comandante militar iraquiano Qassem Soleimani, Barros disse que já houve um manifesto em nota oficial emitida pelo Itamaraty.

Por consequência, a encarregada de Negócios do Brasil em Teerã, Maria Cristina Lopes, foi convocada pela chancelaria iraniana.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o teor da conversa é reservado e não será divulgado. O embaixador do Brasil no Irã, Rodrigo Azeredo, está de férias.

Desde que alguns países com os quais o Brasil mantém parcerias comerciais reagiram negativamente ao pronunciamento, o país tem evitado manifestar sobre a crise publicamente.

Após retirada recorde da Bolsa, investidor estrangeiro passa a ter saldo positivo

Após retirarem um volume recorde de R$ 44,5 bilhões da Bolsa brasileira em 2019, o investidor estrangeiro voltou às compras.

Na segunda sessão de janeiro, o grupo de investidores ampliou sua posição positiva no segmento Bovespa, no mercado à vista.

Foram R$ 13,357 bilhões em compras e R$ 12,495 bilhões em vendas, totalizando um saldo positivo de R$ 862,402 milhões.

Desse modo, no mês, o saldo do investidor estrangeiro na Bolsa brasileira é positivo em R$ 453,178 milhões.

Esse levantamento considera apenas as operações realizadas à vista, ou seja, os mercados futuros, as ofertas subsequentes de ações e as aberturas de capital não estão inclusas.

No mesmo dia, o Ibovespa contraiu 0,73% aos 117.706 pontos; o dólar, por usa vez, avançou 1,02% a R$ 4,0672.

De acordo com os levantamentos realizados na sexta-feira (3) passada, o segmento dos investimentos institucionais viveu um pregão negativo.

Foram R$ 10,025 bilhões comprados, com as alienações em R$ 10,558 bilhões, contabilizando uma diferença deficitária de R$ 533,013 milhões.

Em janeiro, contudo, o total segue no azul em R$ 752,848 milhões.

Entre as pessoas físicas, o pregão do dia 3 marcou uma nova redução da posição comprada em R$ 66,156 milhões.

O movimento contribuiu para ampliar o saldo negativo para o segmento do acumulado do mês para R$ 783,415, baseado nas entradas de R$ 4,700 bilhões e saídas de R$ 4,767 bilhões.

Além disso, os investimentos entre as empresas públicas e privadas contraíram R$ 45,480 milhões, chegando a R$ 96,808 milhões negativos.

Os números do mês refletem compras de R$ 150,303 milhões e vendas de R$ 195,783 milhões.

Por fim, as entradas das instituições financeiras foram de R$ 981,054 milhões; as saídas totalizaram R$ 1,198 bilhão.

No acumulado de dezembro, os números estão no vermelho em R$ 370,682 milhões.

Caderneta de poupança finda 2019 com a pior captação desde 2016

A caderneta de poupança captou em 2019 o menor montante líquido ao longo de três anos.

De acordo com a publicação do Banco Central na véspera (7), o saldo foi de R$ 13,327 bilhões, fruto de R$ 2,475 trilhões captados e de R$ 2,461 trilhões sacados, em meio à queda na remuneração do tradicional produto de investimento entre o investidor brasileiro, aliado à mínima histórica da taxa Selic.

Por lei, sempre que que a Selic for igual ou inferior a 8,5%, a remuneração da poupança passa a ser de 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), que atualmente está zerada.

Atualmente, isso representa uma remuneração de 3,15% ao ano para a poupança.

Nesse sentido, quando a taxa básica da economia está acima de 8,5%, a poupança rende TR mais 0,5% ao mês.

Apesar disso, a Selic vem se mantendo abaixo deste nível desde setembro de 2017.

Conforme os dados divulgados, a performance do ano anterior é a mais fraca para a caderneta de poupança desde 2016.

Na ocasião, o produto registrou uma retirada líquida de R$ 40,701 bilhões.

Além disso, entre 2017 e 2018, a diferença entre a captação da poupança e os saques efetuados foi de R$ 17,126 bilhões e R$ 38,260 bilhões, respectivamente.

Em dezembro de 2019, mês tradicionalmente positivo, a caderneta de poupança captou R$ 17,211 bilhões, melhor dado para o mês desde 2017 (+R$19,373 bilhões).

No ano 2019, os depósitos superaram os saques em R$ 12,390 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Em contrapartida, houve ingresso líquido de R$ 937,497 milhões na caderneta de poupança rural.

Para 2020, a expectativa de inflação é de 3,60%, de acordo com o boletim Focus mais recente.

Assim sendo, as aplicações na poupança na prática não devem ter ganho real neste ano.

Fundo imobiliário da Votorantim: confira a emissão de cotas

Na condição de administradora do fundo imobiliário da Votorantim Logística (VTLT11), a Votorantim Asset divulgou na véspera (7) o prospecto definitivo da emissão de cotas.

Conforme publicado, o fundo possui em média cerca de 2,11 milhões de cotas e tem como ativo principal galpão logístico na cidade de Quatro Barras, situado no estado do Paraná.

Ademais, a locatária e fiadora do imóvel com área de terreno próxima a 249,3 mil metros quadrados, é a Renault-Nissan.

Ao todo, são aproximadamente 66,9 mil metros quadrados de área construída e o valor da propriedade do fundo imobiliário da Votorantim é de, em média, R$ 209,12 milhões.

Confira na íntegra o prospecto de emissão de cotas do fundo de investimento imobiliário Votorantim Logística clicando aqui.

Leia mais notícias sobre o BV, antigo Banco Votorantim.


Sobre o autor