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As principais notícias que já estão agitando os mercados

Por Bruna Santos
20 dezembro 2018 - 09:32

Contrariando as esperanças do mercado, as pressões do presidente Donald Trump e a probabilidade dos riscos que isso implicaria em desaceleração da economia global no exterior e debandaria outras turbulências para o mercado, o Federal Reserve elevou as taxas de juros pela quarta vez em 2018. As projeções já estimavam essa última elevação no ano que passou de 0,25 ponto porcentual (juro básico) para a faixa de 2,25% a 2,50%.

Mas não foi apenas isso que o Fed divulgou ao final do Fomc (Federal Open Market Committee): Jerome Powell também anunciou a redução na projeção de novos aumentos de juros para o ano que vem, de três para dois, o que aí sim contrariou boa parte dos mercados que esperavam que o banco central não elevasse os juros para o próximo ano – ao menos, não agora. Em resposta, os mercados acionários de Nova York terminaram os negócios de quarta-feira com baixas em torno de 1,2% a 2,2%. Na manhã desta quinta-feira, os índices futuros americanos seguem com leve queda.

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No continente asiático, as bolsas absorveram a fala de Powell e os principais índices asiáticos fecharam em baixa. Grande destaque nessa queda, os principais índices acionários da China também não tiveram um bom desempenho, muito em função da expectativa acerca do novo instrumento de empréstimo de médio prazo que pode reduzir a possibilidade de um corte nos compulsórios ainda este ano. Se confirmada, essa medida reduziria a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reserva.

A boa notícia é que China e Estados Unidos seguem se esforçando para amenizar a guerra comercial que vinha acometendo as duas maiores potências econômicas mundiais. Nesta quinta-feira (20), o Ministério de Comércio da China confirmou que autoridades dos dois países têm se planejado para se reunir e discutir novos termos comerciais no primeiro mês do ano que vem.

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De acordo com a Dow Jones Newswires, a bolsa australiana fechou a sessão com o registro de queda ao menor patamar em dois anos. No mercado de commodities, o petróleo caiu novamente após reaver parte das quedas recentes na véspera.

Azedou

Após a derrocada de ontem, o dia não parece ter forças para sustentar uma recuperação. Lá fora, o comunicado do Fed (banco central norte-americano) de subida de 0,25 p.p. da taxa de juros somado a possibilidades de continuidade de aperto quantitativo no próximo ano, desanimou os mercados e derrubou mercados mundo afora. E além dos mercados, foi praticamente uma afronta ao Trump, que é contra esta postura, ainda em meio a redução da liquidez e desaceleração global.

Por aqui, também não temos notícias animadoras. Por ora, Toffoli suspendeu a liminar do ministro Marco Aurélio que mandava soltar todos os presos condenados em segunda instância que poderia tirar Lula da cadeia. Mas ainda devemos aguardar mais notícias daqui para frente.

Glenda Ferreira – Economista e bacharel em Relações Internacionais pela Facamp, tem experiência em planejamento financeiro. Atualmente é Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos.

A agenda de indicadores para esta quinta-feira

Após a reunião do Fomc que era muito aguardada pelos principais mercados globais, esta quinta-feira promete ser mais tranquila nos Estados Unidos. Hoje, a potência americana divulgará os pedidos de seguro-desemprego (a partir das 11h30) e o índice de indicadores antecedentes (às 13h), indicadores que, normalmente, não impactam os mercados.

Em nossa agenda doméstica, o grande destaque está na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação pelo Banco Central. O documento será comentado por entrevistas do presidente do BC, Ilan Goldfajn, e do diretor de política econômica, Carlos Viana, às 10h.

O cenário político continua em alta nesta reta final do ano

Preso desde o dia 7 de abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve ontem um vislumbre de sua soltura após o ministro Marco Aurélio Mello conceder uma liminar em ação movida pelo PCdoB que libertaria não apenas Lula, mas outros condenados em 2ª instância. Poucas horas depois, José Dias Toffoli suspendeu a liminar após Raquel Dodge recorrer contra a decisão de Mello.

Após adiar a votação do Orçamento da União para 2019, a equipe de deputados e senadores enfim aprovaram o documento que segue agora para sanção do presidente Michel Temer. A previsão de receitas e despesas totais é de R$ 3,381 trilhões para o ano que vem.

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Para reduzir o estoque da dívida pública com mais velocidade, Paulo Guedes solicitou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a devolução de R$ 100 bilhões. O valor que já está sendo negociado pela equipe de transição do novo governo com o futuro presidente do BNDES, Joaquim Levy, deve ser pago ainda em 2019. Mas, à frente do BNDES, tem preocupação com o comprometimento que a devolução pode provocar na capacidade do banco de fazer novos desembolsos.

Guedes também ganhou destaque nas últimas horas ao deixar insatisfeito os membros da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) com a possibilidade de indicar um nome de fora para comandar o órgão. Mediante as manifestações contrárias à medida, o futuro ministro da Economia decidiu indicar Levi Mello do Amaral Júnior, um servidor de carreira para assumir o cargo, membro da casa há 18 anos.

As principais notícias corporativas desta quinta-feira

Pela quinta vez consecutiva, a Petrobras manteve inalterado o preço da gasolina (R$ 1,6202 entre hoje e amanhã). A Embraer já definiu o destino de parte dos recursos adquiridos em decorrência da joint venture com a Boeing: parte do valor vai ser distribuído em dividendos extraordinários aos seus acionistas, algo em torno de US$ 1,6 bilhão e US$ 1,7 bilhão, de acordo com o Valor.

A Pfizer vai se unir à farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) para criar uma joint venture para cuidados de saúde ao consumidor. As projeções apontam um faturamento de, aproximadamente, 9,8 bilhões de libras (US$ 12,4 bilhões) e com expectativa de integrar a Bolsa de Londres após três anos a conclusão da operação. Segundo as companhias, a GSK terá uma participação de 68% no negócio, ao passo que a Pfizer deterá de 32%.

O Conselho da Gerdau aprovou um adiantamento do aumento de capital de R$ 1,1 bilhão e os aportes de capital, na forma de aumento, estimado em até R$ 260 milhões (na Gerdau Hungria Kft) e de até R$ 300 milhões (na GTL Equity Investments). Na Ambev, sua subsidiária Labatt se uniu à High Park Farms com o objetivo de pesquisar bebidas não alcoólicas, mas com composição de Cannabis.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai promover o leilão de transmissão Nº 4/2018 para a construção, operação e manutenção de 7.152km de linhas de transmissão e subestações em São Paulo, na B3. De acordo com o diretor da agência reguladora, Sandoval Feitosa, a expectativa é por um número de proponentes habilitados por lote próximo de oito como no último certame.

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Segundo comunicado ao mercado publicado na manhã desta quinta-feira (20), a Diagnósticos da América (Dasa) adquiriu 100% do capital social de empresas de medicina diagnóstica do grupo São Camilo, na cidade de Maringá (PR) que inclui o laboratório de anatomia patológica e citopatologia São Camilo, Ruggeri & Piva, Maringá Medicina Nuclear e a Aliança Biotecnologia.


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