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As notícias que já estão movimentando os principais mercados globais

Por Pablo Vinicius Souza
08 fevereiro 2019 - 10:42

A liquidez dos mercados asiáticos segue restrita em decorrência do Ano Novo Lunar com a paralisação dos mercados chineses ao longo de toda a semana.

Puxados pelo humor global, em meio a preocupações relacionadas às negociações comerciais entre Estados Unidos e China, além de novos sinais de desaceleração econômica, as bolsas ativas na Ásia e no Pacífico fecharam em baixa na última sessão da semana.

O Banco da Inglaterra reduziu suas previsões para a economia do Reino Unido, enquanto a União Europeia fez cortes significativos em suas projeções de crescimento para a zona do euro. Apesar disso, as bolsas europeias operam bem perto da estabilidade.

O outro efeito negativo sobre os índices asiáticos foi a afirmativa de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, quando perguntado se encontrará com o colega chinês, Xi Jinping, antes do prazo final para acordo comercial.

No dia seguinte à data do acordo, se não entraram em um consenso, a Casa Branca elevará tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses, de 10% para 25%, uma vez que se encerrará a trégua de 90 dias estabelecida entre ambas as potências.

Diante deste cenário, os índices futuros norte-americanos apontam para uma abertura em queda. Há também a possibilidade de um novo shutdown do governo que, segundo especialistas, representaria um revés para o crescimento do país, bem como para o sentimento das empresas e dos consumidores.

Na Oceania, a bolsa australiana interrompeu uma sequência de quatro pregões positivos, influenciado pelo subíndice de energia, de acordo com a Dow Jones Newswires. Em commodities, os futuros de minério subiram mais de 5% para o nível mais alto desde 2014, enquanto os preços do petróleo operam em queda por cautela com o crescimento global.

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Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais nesta sexta-feira

Externamente, a agenda econômica é esvaziada. Internamente, destaca-se a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador brasileiro. De acordo com a Bloomberg em pesquisa realizada junto ao mercado, a projeção para o índice é de alta de 0,37% quando comparado ao mês de dezembro.

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Mais um dia nublado

O cenário externo voltou a ficar mais tenso com o impasse nas negociações entre os EUA e a China. Agora, ao que tudo indica, os dois presidentes não irão se encontrar. E sem isto, novas taxações entrarão em vigor no próximo mês. Porém, pior do que isto, são os efeitos negativos que já vimos que poderão se intensificar. Ademais, os sinais de desaceleração vindos da Europa, enfraquem o dia.

Por aqui, o investidor local vai perdendo a força vista em janeiro, por não ter o apoio dos gringos, nem maiores avanços quanto a reforma da Previdência. Este ponto é agravado devido a idade mínima, novo regime trabalhista e tempo de transição, precisarem ser decididos por Bolsonaro, que está internado.

E eu com isso?

Neste clima de compasso de espera, o dia será negativo para ativos locais.

Glenda Ferreira – Economista e bacharel em Relações Internacionais pela Facamp, tem experiência em planejamento financeiro. Atualmente é Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos.

O agravamento no quadro clínico de Jair Bolsonaro pode atrasar ainda mais a reforma da Previdência e outras notícias políticas

Muitos rumores se escutam a respeito da saúde de Bolsonaro que se recupera de uma cirurgia recente para a retirada da bolsa de colostomia e para religar o intestino delgado e parte do intestino grosso, mas ontem foi confirmado em boletim médico que o presidente desenvolveu febre e pneumonia.

Otávio Rêgo Barros, o porta-voz da Presidência, informou que os exames realizados pelo corpo médico detectaram uma pneumonia por causa bacteriana.  “O estado de saúde do presidente é o esperado dentro desse pico térmico que lhe acometeu na noite de ontem [quarta]”.

As complicações atrasam a liberação do presidente para que retorne à sua casa e para as atividades normais presidenciais, preocupando ao mercado quanto a demora para o avanço da reforma da Previdência. O aval definitivo para o documento possa ser encaminhado para aprovação depende de Bolsonaro.

Enquanto isso, o ministro da Economia garantiu ontem em café da manhã com investidores em um hotel em Brasília, que os militares integrarão a reforma da Previdência junto com os demais trabalhadores brasileiros. A ressalva, contudo, é que o governo deve garantir, junto ao Congresso, uma sincronia na aprovação dessas medidas. Paulo Guedes espera que ambas as categorias tenham seus regimes de Previdência alterados ao mesmo tempo.

“A legislação que trata da previdência dos militares é diferente e não está na Constituição. Os militares vão conosco na reforma, mas não na Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Temos que garantir a sincronização para que o Congresso não aprove uma e deixe de aprovar outra”, disse o ministro após deixar o compromisso pela manhã de ontem.

No decorrer do dia, Guedes destacou que a reforma da Previdência não incluirá neste momento mudanças no regime trabalhista, mas pontuou que o atual sistema de direitos trabalhistas faz com que mais de 46 milhões de brasileiros estejam na informalidade.

Quando perguntado sobre os direitos previstos na Constituição, como férias e 13º salário, Paulo Guedes que não faz parte do plano do Governo extingui-los. “Ninguém mexe em direitos, mas daremos novas alternativas para os trabalhadores”, disse em entrevista que ocorria em frente à residência oficial do Senado, de acordo com o Valor Econômico.

Diante das declarações, Guedes disse ainda que o presidente precisará tomar decisões muito importantes após deixar o hospital e que é preciso respeitar esse período de recuperação necessário.

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Vale não fará mais parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 e outras notícias corporativas

Os efeitos do rompimento das barragens no Córrego do Feijão, em Brumadinho, seguem perseguindo a mineradora Vale que não mais integrará mais o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3. O informativo foi realizado pela própria bolsa, que disse ainda que a decisão, tomada em reunião ordinária do Conselho Deliberativo do ISE, “não deve ser tomada como pré-julgamento das responsabilidades da companhia, mas decorre da aplicação do disposto no Regulamento do ISE e na sua metodologia, a qual estabelece que serão excluídos da carteira os ativos que forem de emissão de uma empresa cujo desempenho de sustentabilidade, no entendimento do CISE, tenha sido significativamente alterado em função de algum acontecimento ocorrido durante a vigência da carteira”.

A Petrobras, criticada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro por meio de sua conta pessoal do Twitter em virtude de seu financiamento à cultura, analisa a possibilidade de eliminar a diretoria de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão. Atualmente, o cargo engloba a elaboração de cenários de longo prazo e a organização do plano de negócios plurianual da estatal. De acordo com o Valor Econômico, Roberto Castello Branco, o diretor da petroleira afirmou que o assunto está sendo avaliado, mas ainda não há nenhuma decisão tomada.

A Gafisa tem registrado uma sequência de informações negativas que preocupa o mercado. Ontem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu processo administrativo para investigar o imbróglio da incorporadora com a Polo Securitizadora. As demasiadas notícias apreensivas podem se refletir em novos distratos e menos vendas e, até mesmo, uma recuperação judicial – opção que ainda não é considerada pela Gafisa, segundo o Valor.

Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou

A venda de ativos da Europa e Tailândia da BRF, gigante dona da Sadia e Perdigão, para a americana Tyson Foods, surpreendeu o mercado financeiro por seu valor abaixo das expectativas (US$ 340 milhões).

A Renner conseguiu ultrapassar a barreira do bilhão no lucro líquido pela primeira vez, em 2018. No ano passado, a última linha do balanço da varejista chegou a R$ 1,02 bilhão, valor que equivale a um aumento 39,2% quando comparado a 2017.

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso


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