Ações

As ações que mais sofreram baixa no primeiro trimestre

Por Bruna Santos
01 abril 2020 - 08:42 | Atualizado em 01 abril 2020 - 08:42
oferta de ações; mercado de ações; Ibovespa

A desvalorização das ações, puxadas especialmente pelos impactos do Covid-19, contribuíram para a perda acentuada do Ibovespa no primeiro trimestre.

No trimestre, nenhuma ativo da classe de ações encerrou com ganhos; os mais afetados refletem o cenário da crise atual. As companhias aéreas Azul (AZUL4)Gol (GOLL4) contabilizaram no referido período uma forte baixa de 69,89% e 69,10%, respectivamente.

O setor aéreo foi um dos mais afetados imediatamente após o surto do coronavírus se estabelecer no Brasil. A demanda por voos foi enxugada, o cancelamento de passagens cresceu e as restrições de viagens corroborou com o resultado.

Embora as companhias aéreas tenham ensaiado uma recuperação diante da expectativa de auxílio do governo, o impacto do Covid-19 sobre as operações continuou a afetar o desempenho dos ativos na Bolsa de Valores.

Do mesmo modo, a Smiles (SMLS3) revelou uma forte para o período (68,55%), bem como a CVC (CVCB3), de 74,66%. A CVC, por sua vez, pode ser considerado um caso à parte, afinal, sua queda foi reforçada na véspera (31), quando divulgou dados preliminares não-auditados considerados negativos para o mercado de investimentos.

Assim, a companhia adiou a divulgação do resultado completo por conta de indícios de erros contábeis contabilizando R$ 250 milhões.

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