Política

Aprovação do governo Bolsonaro volta a superar reprovação, mostra pesquisa

Por Fast Trade
15 setembro 2020 - 07:00 | Atualizado em 15 setembro 2020 - 07:29
Estados e municípios, governo Bolsonaro

A nova rodada da pesquisa XP/Ipespe, realizada entre os dias 8 e 11 de setembro, marcou o rompimento numérico da reprovação do governo Bolsonaro.

Conforme a pesquisa divulgada ontem (14), 39% dos entrevistados avaliam o governo do presidente Bolsonaro como ótimo ou bom, e 36% como ruim ou péssimo.

Vale destacar que a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima e para baixo, mas também que foram realizadas 1.000 entrevistas.

O resultado chamou a atenção do mercado, sobretudo porque a aprovação do governo Bolsonaro não superava a desaprovação desde maio do ano passado.

Além disso, essa foi a quinta pesquisa consecutiva que mostrou o crescimento da aprovação do governo, refletindo algumas das ações para lidar com a pandemia. Em agosto, por exemplo, tanto aprovação quanto reprovação estavam empatadas em 37%.

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Coronavírus

No contexto de pandemia da Covid-19, a pesquisa revelou que 28% das pessoas consideram que a atuação do governo é ótima ou boa. Em contrapartida, 49% dos entrevistados classificaram a atuação como ruim ou péssima.

Além disso, aqueles entrevistados que consideram que “o pior [da pandemia] já passou” atingiram os 60% em setembro, contra 52% em agosto. Essa tendência de aumento havia sido identificada em junho. Ademais, “o pior ainda está por vir” recuou para 32% em setembro, contra 41% em agosto.

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Empresário

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) cresceu pelo quinto mês consecutivo, assim como a popularidade do governo Bolsonaro.

Segundo a confederação, o indicador chegou a 61,6 pontos em setembro, 4,6 pontos percentuais a mais que em agosto.

Mesmo assim, o índice permanece 3,1 pontos abaixo do registrado no mês imediatamente anterior à pandemia do coronavírus, em fevereiro, quando estava em 64,7 pontos.

O estudo completo mostra que o Icei cresceu em 28 dos 30 setores da indústria considerados na pesquisa. Empresários de todos os setores estão confiantes.

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Atividade econômica

Além disso, um conjunto de indicadores da atividade econômica registrou alta de 1,1% no mês de agosto, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em parceria com The Conference Board (TCB), a FGV publicou que o Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (Iace) subiu para 117,8 pontos. Confira aqui.

Ontem, inclusive, o governo Bolsonaro reportou um novo superávit da balança comercial na 2ª semana de setembro (US$ 1,727 bilhão), segundo o ministério da Economia.

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Alta dos alimentos ainda não reflete na aprovação do governo Bolsonaro

Até o momento, a alta nos preços dos alimentos não refletiu no apoio ou reprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro, conforme mostrou a pesquisa.

Bolsonaro, inclusive, chegou a cobrar “patriotismo” dos donos de supermercado, quando pediu que os empresários mantivessem margem do lucro menor sobre os produtos da cesta básica.

Além disso, o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado.

A decisão valerá até 31/12 deste ano “para que o produto possa entrar e trazer equilíbrio para os preços”, segundo a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Já a Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública pediu explicações sobre a alta nos preços aos setores responsáveis.

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Renda Brasil, a marca social do governo Bolsonaro

Por fim, a pesquisa XP/Ipespe mostrou que 49% dos atuais beneficiários do auxílio emergencial acreditam que não farão parte da lista de contemplados do programa.

Ademais, 25% dos entrevistados espera ser beneficiários pelo Renda Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família; outros 25% não souberam ou não responderam. E se você quer ficar informado de tudo o que acontece no mercado financeiro, participe do canal do Fast Trade no Telegram através do link: https://t.me/plataformafasttrade. É gratuíto!


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