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Apple anuncia processo à empresa dona do Pegasus, software usado para espionagem

Por TradersClub
24 novembro 2021 - 10:05 | Atualizado em 24 novembro 2021 - 10:08
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São Paulo, 24 de novembro – A Apple anuncia processo à NSO Group, empresa israelense que desenvolveu uma espécie de malware, chamado Pegasus, capaz de invadir celulares mesmo sem um único clique por parte dos usuários.

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A companhia se tornou mais conhecida em julho deste ano quando uma investigação feita por veículos da imprensa internacional mostrou que governos de diversos países utilizaram a ferramenta para espionar pessoas. Na lista descoberta pelo grupo de veículos estavam opositores políticos, jornalistas, ativistas, advogados e acadêmicos.

Em comunicado divulgado no seu site, a Apple anunciou que abriu um processo contra a NSO Group por esta mirar também usuários da companhia. A fim de prevenir novos “abusos”, a empresa norte-americana informou que vai buscar uma forma de impedir permanentemente a companhia israelense de usar “softwares, serviços ou dispositivos da Apple”.

“O Grupo NSO cria tecnologia de vigilância sofisticada patrocinada pelo Estado, que permite a seu spyware [software de espionagem] altamente direcionado vigiar suas vítimas. Esses ataques são direcionados apenas a um número muito pequeno de usuários e afetam pessoas em várias plataformas, incluindo iOS e Android”, publicou a Apple.

A empresa também anunciou que vai investir US$ 10 milhões para apoiar pesquisas e atividades em favor da segurança cibernética.

Tecnologia sofisticada Apple anuncia processo

Uma invasão hacker costuma acontecer a partir do clique em um link enviado para o dispositivo móvel da pessoa. Assim, o usuário, desprevenido, acaba clicando e é invadido pelo malware. Necessariamente precisa de um comando da pessoa para que o ataque cibernético ocorra. Contudo, o Pegasus levou essas invasões a outro patamar.

De acordo com o analista de segurança da informação sênior do TC, Lucas Mioni Bastos, o software da NSO Group é o único, que se tem notícia, capaz de instalar um malware em um dispositivo sem um clique do usuário.

“A NSO instala [o spyware] por alguma URL [endereço de rede] enviada para o usuário, mas eles também garantem que conseguem instalar com o número de telefone e proximidade física no aparelho”, explica Bastos.

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O especialista diz que a grande maioria desses softwares de vigilância é de empresas israelenses, ressaltando que devem ter “outras ferramentas ‘secretas’ por aí, ainda mais governamentais” similares ao Pegasus.

Apple anuncia processo


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