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Após março conturbado, Bolsas inauguram abril pressionadas por avanço do coronavírus

Por Bruna Santos
01 abril 2020 - 08:33 | Atualizado em 01 abril 2020 - 12:49
indicadores econômicos

A Bolsa brasileira não foi a única pressionada pelo avanço do coronavírus. Apenas em março, o Ibovespa acumulou queda de 29,90%, aos 73,019 pontos, a sua maior queda mensal em 22 anos.

No primeiro trimestre de 2020, a perda foi de 36,86%, no pior desempenho para o índice da história. Assim também, a pandemia afetou a economia mundial; o preço do dólar disparou e houve queda no preço do petróleo.

Nem mesmo a notícia sobre a atividade da indústria chinesa que voltou a se expandir foi o bastante para animar a ida às compras no Brasil. Para analistas do Credit Suisse, a China está “apenas saindo do fundo do poço”, portanto, ainda é cedo para apontar uma recuperação.

Na Europa, o índice Stoxx 600 acumulou queda de 15% em março. Do mesmo modo, o índice Dow Jones encerrou seu pior março, dessa vez, desde 2008. No acumulado do mês, o índice S&P 500 contraiu 12,5%.

Vale lembrar que os números crescentes de vítimas pelo avanço do coronavírus na cidade americana acenam para um colapso econômico.

Além disso, as Bolsas globais inauguraram o mês de abril como se março não houvesse acabado. As Bolsas asiáticas fecharam em baixa. No Japão, a perda foi de 4,5% e na Coreia do Sul, 3,9%.

De acordo com o Banco do Japão (BoJ), a indústria japonesa contraiu 8% no 1T20, segundo mostrou o índice Tankan.

Ainda no continente asiático, os bancos HSBC e Standard Chartered suspenderam o pagamento de dividendos em Hong Kong. A decisão serviu para derrubar as ações das referidas empresas, bem como o índice HSI.

Por fim, as Bolsas europeias superavam os 3% em desvalorização próximo das 6h45. O índice FTSE, de Londres, recuava 3,8%. No mesmo horário, os índices futuros do Dow Jones e do S&P 500 contraíam aproximadamente 2,8%.


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