Dólar e Câmbio

Após mais um pregão de baixa, dólar fecha a R$ 5,30 e desvaloriza 4,8% em janeiro

Por Fast Trade
31 janeiro 2022 - 18:30 | Atualizado em 31 janeiro 2022 - 19:07
maior fechamento desde maio

O dólar comercial fechou em queda de 1,56% nesta sexta-feira (31), na cotação de R$ 5,3060 na venda, concluindo mais um pregão de perdas. No acumulado de janeiro, a divisa americana desvalorizou 4,8%, influenciada pelo ingresso de recursos estrangeiros no mercado local.

Nas negociações de hoje, a moeda dos EUA atingiu a mínima em quatro meses, quebrando um importante suporte técnico abaixo de sua média móvel linear de 200 dias. Com isso, o real ficou entre os melhores desempenhos do dia, sendo destaque, também, no ranking mensal ao subir 5,04%.

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Desse modo, o câmbio foi conduzido pelo maior apetite ao risco no cenário internacional, além da disputa entre comprados e vendidos pela formação da taxa de referência, a Ptax.

Em contrapartida, a demanda pela moeda brasileira também foi mais forte em expectativa à reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A reunião de dois dias terá início amanhã e se encerrará na quarta-feira, ocasião em que divulgará a nova diretriz da taxa básica de juros.

Juros futuros encerraram com viés de queda

Os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas intermediárias e longas, com foco nas perspectivas de aperto na política monetária. Ao mesmo tempo, os vértices de curto prazo registraram leve alta, de olho na revisão das estimativas de inflação pelo Boletim Focus.

Divulgada hoje, as projeções dos analistas de mercado indicaram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2022 em 5,38%. Na última pesquisa, a previsão era de alta em 5,15%.

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Da mesma forma, é consenso que o BC deve continuar aumentando a Selic até o pico de 12% em maio, contudo, os juros devem arrefecer e fechar o ano em 11,75%. Assim, a inflação deve continuar sendo a principal preocupação e a juros serão utilizados para conter a pressão de alta nos preços.

O DI junho/2022 subiu a 11,56% (11,53% no ajuste anterior), o DI julho/2023 recuou para 11,98% (11,99% no ajuste anterior) e o DI abril/2025 caiu a 11,15% (11,29% no ajuste anterior).

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